A Polícia Civil deflagrou na manhã desta sexta-feira (19.2) a Operação R2 – Refúgio Rastreado para cumprimento de 21 ordens judiciais , com foco no enfrentamento direto a uma facção criminosa atuante em Cáceres e região.
As ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão cautelar, oito mandados de busca e apreensão, além das respectivas medidas de afastamento de sigilo, foram expedidas pelo Poder Judiciário após investigação conduzida pela Delegacia de Cáceres.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Cáceres, São José do Rio Claro e Cuiabá. Um dos alvos é um criminoso, de 32 anos, que foi identificado após um vídeo circular nas redes sociais, onde aparece exaltando facção criminosa.
O cumprimento dos mandados contou com o apoio das equipes da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP), Delegacia de São José do Rio Claro e Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).
Nas investigações, foram identificados endereços que possuem estreita ligação com a facção criminosa, atuando como casas de apoio logístico, utilizadas para armazenamento de drogas e armas, bem como para acolhimento temporário de criminosos, funcionando como pontos estratégicos para a atividade ilícita. As buscas têm o objetivo de reunir elementos probatórios e enfraquecer a estrutura operacional dos grupos criminosos.
O delegado responsável pelas investigações, Mauro Apoitia, destacou que a operação representa mais um passo firme no combate às facções criminosas e reforçou a importância da participação social, uma vez que muitas das ações têm origem com informações repassadas de forma sigilosa.
“As forças de segurança permanecem firmes e integradas no combate à criminalidade. Enquanto persistirem crimes violentos na cidade, especialmente homicídios, as ações policiais continuarão firmes. A Polícia Civil segue vigilante e atuante no enfrentamento às facções criminosas, não havendo espaço para o crime organizado em nossa região. Cada ponto de apoio desarticulado representa mais segurança para a sociedade. É fundamental que a população continue denunciando”, disse o delegado.
O nome da operação faz referência às casas de apoio utilizadas pela facção criminosa e que foram identificadas nas investigações.
Operação Pharus – Farol da Justiça
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
O nome evoca a imagem de uma estrutura imponente que projeta luz constantemente, atravessando a escuridão e alertando sobre os perigos ocultos. A mensagem busca mostrar que o Estado é o ponto de referência seguro que orienta a sociedade e, ao mesmo tempo, expõe e sinaliza as ameaças criminosas, tornando-as visíveis e combatíveis.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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