Duas ações da operações integrada da Secretaria de Segurança Pública, realizadas na madrugada desta quinta-feira (22.08), na MT-476, em Poconé(100 km de Cuiabá), levaram à apreensão de 67,2 kg de cocaína avaliados em cerca de R$ 1 milhão e na prisão de homem de 30 anos com mandado em aberto.
A primeira ação teve início a partir da informação de que na rodovia estadual havia uma van incendiada que, supostamente, transportava drogas. Equipes de policiais que atuam nas operações Metrópole e Protetor de Fronteira foram até o local e constataram a queima do veículo, mas não encontraram nada dentro da Van que o fogo transformou em sucata.
A partir daí, os policiais passaram a fazer buscas na área de mata próxima do veículo. No meio do mato, um pouco distante do local do carro, eles encontraram os 62 tabletes de cloridrato de cocaína que somaram 67,2 quilos. Os tabletes estavam embalados em material plástico e sobre cada tablete havia a inscrição “Blue” .
Na rodovia, simultaneamente às buscas na mata, os policiais montaram uma de abordagem de checagem de veículos e pessoas. Foi nessa barreira, ao parar um veículo modelo Tracker ocupado por cinco pessoas, que o homem com mandado de prisão foi preso.
A checagem do nome dele no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) apontou se tratar de um procurado da Justiça. De acordo com a descoberta feita, ele mora em Cuiabá e está com prisão decretada pela 2ª Vara Criminal de Cuiabá por crime de roubo (artigo 157).
Além de policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), da Sesp-MT, trabalham nas duas ações policiais dos batalhões especializados Rotam e Regimento Montado(Cavalaria) que estavam de serviço na 23ª etapa de Metrópole, operação que acontece na capital e municípios da Baixada Cuiabana.
A droga apreendida foi entregue na Delegacia da Polícia Federal, na sede da Superintendência, em Cuiabá. Já o foragido da Justiça ficou à disposição da Gerência Estadual da Polinter, também em Cuiabá.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.