A Polícia Civil, por meio da Delegacia de São Félix do Araguaia, deflagrou, na manhã desta terça-feira (15.10), a Operação Improbos para cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão com foco na desarticulação um esquema de desvio de verbas públicas e corrupção dentro da prefeitura do município.
As ordens judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, foram cumpridas nas residências dos investigados e setores administrativos do local de trabalho, com o objetivo de coletar provas que confirmem as atividades ilícitas. Também são cumpridos bloqueios judiciais de contas bancárias dos investigados.
As investigações apontaram o esquema que envolvia três servidores municipais, que desempenhavam funções estratégicas dentro da Prefeitura, sendo que cada um deles possuía um papel bem definido no desvio dos recursos públicos.
Um quarto investigado, que também é servidor da Prefeitura, encontra-se preso por envolvimento em crime de tráfico de drogas e teve nova prisão preventiva decretada pelos crimes em investigação.
Durante as buscas, foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis, que serão periciados para comprovar a dinâmica do esquema e identificar outros possíveis participantes.
A ação foi coordenada de forma simultânea, a fim de evitar a destruição de provas e garantir a captura dos envolvidos, sendo que um investigado ainda não se apresentou e é considerado foragido da justiça. O montante dos valores desviados serão apurados após o resultado da quebra do sigilo bancário e relatório de investigação.
As investigações conduzidas pelo delegado Ivan Albuquerque Soares, identificaram que um dos investigados, apontado como principal articulador e centralizador dos valores desviados, utilizava sua posição privilegiada como responsável pelo controle financeiro para facilitar o repasse dos recursos para credores selecionados, garantindo que os pagamentos ilícitos fossem efetuados sem levantar suspeitas. Além disso, ele intermediava o pagamento de créditos de forma irregular, cobrando comissões em troca da liberação dos valores.
O segundo suspeito identificado nas investigações atuava como intermediário, recebendo os valores desviados e distribuindo-os entre os demais envolvidos. Sua função era ocultar a origem dos recursos e assegurar que as quantias fossem repassadas conforme as orientações do articulador, garantindo que todos os elos do esquema fossem remunerados de acordo com suas participações.
Já o terceiro investigado utilizava um conjunto de empresas de fachada para simular a prestação de serviços e a venda de materiais à Prefeitura. Essas empresas, registradas em nome de terceiros ou laranjas, emitiam notas fiscais fictícias e formalizavam contratos fraudulentos para justificar o recebimento dos valores desviados. Dessa forma, o grupo conseguia dar uma aparência de legalidade às transações ilícitas.
Outra prática adotada pelo grupo era a facilitação de pagamento a credores que tinham dificuldades para receber seus empenhos junto ao município.
Os investigados, valendo-se de suas funções, cobravam comissões indevidas para acelerar a liberação dos pagamentos, utilizando sua influência dentro da Prefeitura para garantir que os recursos fossem repassados a esses credores mediante uma taxa de retorno.
Essa prática, além de desviar os recursos, comprometia a lisura do processo de pagamentos e favorecia empresas que aceitavam participar do esquema.
Para o delegado, Ivan Albuquerque Soares, a Operação Improbos representa um esforço contínuo das autoridades em combater práticas ilícitas e assegurar que o patrimônio público seja utilizado de maneira correta e transparente, em benefício da população.
“Com a operação, a Polícia Civil espera desarticular completamente a estrutura do esquema de corrupção na Prefeitura e assegurar que os valores desviados possam ser rastreados e recuperados. Os investigados permanecem à disposição da justiça, e a análise dos materiais apreendidos poderá revelar novos desdobramentos nas próximas semanas”, disse o delegado.
Policiais militares do 7º Comando Regional prenderam, nesta sexta-feira (1º.5), um homem de 28 anos, suspeito de tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, de 32 anos, em Tangará da Serra.
A equipe da Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica, em que a vítima havia sido agredida pelo ex-companheiro e lesionada com uma arma branca no braço. A mulher foi socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber atendimento médico.
No local dos fatos, os policiais encontraram três crianças, filhos da vítima. A filha mais velha relatou parte do ocorrido e informou que o suspeito havia fugido após as agressões. Uma equipe de apoio permaneceu na residência acompanhando os menores, enquanto os demais policiais se deslocaram até a unidade de saúde.
Na UPA, a vítima relatou que o suspeito quebrou uma faca sobre a mesa e, em seguida, avançou em sua direção, iniciando as agressões físicas, incluindo uma tentativa de estrangulamento. Durante a ação, ao tentar se defender, ela sofreu um corte no braço esquerdo, sendo posteriormente submetida a sutura.
A mulher conseguiu fugir da residência e buscar socorro por conta própria, temendo por sua integridade física e pela segurança dos filhos. Após o atendimento médico, ela recebeu alta e informou que ficaria em local seguro.
Durante diligências, a equipe policial localizou o suspeito nas proximidades da residência da vítima. Ele apresentava um corte na mão direita, causado durante a agressão. Diante dos fatos, o homem foi detido e encaminhado ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), onde foram adotadas as medidas cabíveis.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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