Mato Grosso

Operação Infiltrados cumpre 73 mandados contra grupo criminoso responsável pelo tráfico em região de Rondonópolis

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A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis (Derf) deflagrou, nesta sexta-feira (27.09), a Operação Infiltrados para cumprimento de 73 ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa envolvida no tráfico de entorpecentes em 21 bairros da cidade.

Foram decretados pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá 26 mandados de prisão preventiva, 34 mandados de busca e apreensão e 13 medidas cautelares diversas contra 43 pessoas investigadas no inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis.

A investigação apura os crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico ilícito de drogas, integrar organização criminosa e lavagem de capitais.

Os mandados judiciais são cumpridos nas cidades de Água Boa, Barra do Garças, Campinápolis, Guiratinga, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta e Rondonópolis.

Entre os alvos da Operação Infiltrados está a Associação dos Familiares e Amigos de Recuperandos de Rondonópolis (AFAR). A investigação apurou que a associação foi utilizada para lavagem de dinheiro e realização de eventos e assistencialismo em benefício de uma facção criminosa e de um candidato a vereador.

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Outro alvo da operação e investigado pelo crime de integrar organização criminosa é um advogado e candidato a vereador pelo município. Contra ele foram decretadas medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica e proibição de sair em horários determinados pela justiça.

A equipe da Derf Rondonópolis apurou elementos probatórios que demonstram a atuação do grupo, desde 2021, em uma estrutura de organização criminosa responsável pelo monopólio da venda de drogas na região da Vila Operária, que engloba outros 20 bairros, uma área bastante populosa da cidade. Além do tráfico, o mesmo grupo organizou rifas, bingos e torneios de futebol para arrecadação de valores destinados à facção criminosa.

A partir dos levantamentos realizados em ações cotidianas contra o tráfico de drogas, a equipe da delegacia especializada identificou os membros do grupo, alguns deles já estavam detidos por outros crimes em unidades prisionais do Estado. O grupo tem como líderes dois irmãos, cuja família também teve outros membros identificados como participantes das atividades criminosas, que já foram alvos das Operações Reditus e Rouge da Polícia Civil.

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“As investigações apontam que se trata de um grupo criminoso organizado, que age mediante a imposição de violência (até mesmo contra seus próprios integrantes), mediante o domínio exclusivo no tráfico de drogas na região da Vila Operária, afrontando o estado de democrático de direito”, apontou o delegado Fábio Nahas, da Derf de Rondonópolis.

O cumprimento dos mandados da Operação Infiltrados conta com apoio de todas as unidades da Delegacia Regional de Rondonópolis, Delegacia Regional de Primavera do Leste e Diretoria do Interior.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Os R$ 600 mil do deputado Sebastião Rezende para a Unemat ainda precisam ser comprovados

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Deputado afirma ter repassado R$ 600 mil para o curso de Arquitetura e Urbanismo, mas NOB citada para comprovar a transferência não foi apresentada.

A implantação de uma turma especial de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) em Rondonópolis foi anunciada com previsão de R$ 1,2 milhão. A proposta previa R$ 600 mil destinados pelo deputado estadual Sebastião Rezende e outros R$ 600 mil pela Prefeitura.

Sebastião Rezende afirma que os R$ 600 mil foram repassados e depositados na conta da Prefeitura. Segundo ele, uma Nota de Ordem Bancária (NOB) comprova a transferência. A NOB não foi apresentada publicamente.

Os outros R$ 600 mil também não têm, até o momento, um documento público que estabeleça a obrigação da Prefeitura.

A proposta foi discutida entre o deputado Sebastião Rezende e o então ex prefeito José Carlos do Pátio. O combinado era que o deputado destinaria R$ 600 mil e a Prefeitura colocaria outros R$ 600 mil.

A reportagem investigou e não foi encontrado pela Prefeitura qualquer documento assinado pela gestão anterior. O acordo entre os dois, porém, foi apenas verbal. Não foi apresentado convênio, termo ou outro documento da gestão anterior que determine o pagamento dos R$ 600 mil pelo município.

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Sem esse registro, não há documento que obrigue a atual administração a cumprir o acordo feito entre o deputado e o ex-prefeito.

A estimativa inicial de R$ 1,2 milhão também não representa necessariamente o custo atual do projeto. A implantação de um curso de Arquitetura e Urbanismo envolve despesas como equipamentos e outras necessidades da universidade. O valor atualizado precisa ser informado pela Unemat.

No caso do recurso atribuído do Sebastião Rezende, falta a apresentação da NOB citada pelo deputado. No caso da contrapartida municipal, falta um documento que comprove que a Prefeitura tenha que assumir formalmente o pagamento.

A apresentação desses documentos permitirá verificar quanto foi repassado, quando o dinheiro chegou aos cofres municipais e se existe uma obrigação financeira deixada pela administração de José Carlos do Pátio para a atual gestão.

Essas ações não significam que a Prefeitura tenha assumido o compromisso de R$ 600 mil discutido na gestão anterior.O prefeito Cláudio já disse publicamente que entregaria por meio do doação o prédio para a Unemat no entanto a instituição não se manifestou, fazendo que o núcleo passa-se de 7 cursos para apenas 2, impactanto o acesso dos estudantes da região ao ensino superior gratuito.

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Fonte: Política

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