Mato Grosso

Operação integrada identifica e pune responsável por queima ilegal em área em Poconé

Publicado

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) coordenou, nesta terça-feira (20.5), uma operação conjunta que resultou na identificação e responsabilização dos envolvidos em uma queima ilegal em uma área rural de Poconé (a 105 km de Cuiabá). A ação reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com a política de tolerância zero contra crimes ambientais.

Além do CBMMT, a operação contou com a participação da Polícia Militar, da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), em uma atuação integrada para garantir a responsabilização administrativa, civil e penal dos autores.

De acordo com o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Rafael Ribeiro Marcondes, a operação teve como foco principal responsabilizar o proprietário da área onde a queima ilegal foi registrada, não apenas por se tratar de um crime ambiental, mas também pela proximidade com o bioma Pantanal, uma região extremamente vulnerável aos impactos do fogo.

O manejo e uso do fogo em áreas rurais sem autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) configura crime, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), além de infração administrativa.

“Quando o Corpo de Bombeiros Militar atua, são tomadas as medidas administrativas cabíveis. No entanto, com o acompanhamento das outras forças de segurança, conseguimos também viabilizar a responsabilização criminal. A ideia é justamente essa: intensificar as ações conjuntas para que possamos punir os responsáveis”, afirmou o comandante.

Ele explicou ainda que a identificação da queima ilegal foi possível graças às ações de prevenção a incêndios florestais desenvolvidas pela corporação por meio da Operação Infravermelho, que tem como objetivo coibir o uso irregular do fogo e reforçar as ações de fiscalização para a redução dos danos ambientais em Mato Grosso.

Leia mais:  Assentamentos de União do Norte recebem mutirão de atendimento até esta quarta-feira (26)

Como parte da operação, é realizado o monitoramento remoto dos focos de calor em todo o território estadual, através do cruzamento de dados geoespaciais e imagens de satélite. No último fim de semana, o sistema registrou a incidência desses focos na região de Poconé.

Seguindo o protocolo, a equipe tentou contato com o proprietário da área para notificá-lo sobre a ocorrência e orientá-lo quanto à necessidade de adoção imediata de medidas de controle. No entanto, diante da ausência de resposta e de ação por parte do responsável, equipes de fiscalização foram mobilizadas para realizar a verificação in loco e confirmaram a prática de crime ambiental.

No local, foram identificados vários pequenos amontoados de materiais combustíveis, que estavam sendo queimados aos poucos, em uma clara tentativa de burlar o sistema de monitoramento e evitar a detecção do foco de calor pelos satélites, ainda segundo o comandante do BEA.

“Como ainda estamos em um período em que a queima autorizada é permitida, é possível cruzar as informações e verificar se determinado foco de incêndio está dentro de uma área regularizada ou não. Foi exatamente o que ocorreu neste final de semana, quando a Operação Infravermelho identificou focos suspeitos na região de Poconé. Diante da situação, a equipe de inteligência do BEA foi acionada imediatamente para averiguação no local, onde foi constatada, de fato, uma ação de queima ilegal”, afirmou o tenente-coronel Rafael Marcondes.

Leia mais:  SES capacita servidores em análise de indicadores de saúde

Com a confirmação do crime, uma pessoa que seria responsável pela queima ilegal e que estava no local foi conduzida à Delegacia Especializada do Meio Ambiente, em Cuiabá. O proprietário da área também foi intimado a comparecer para prestar esclarecimentos. Eles foram autuados administrativamente pelo CBMMT e, além disso, deverão responder por crime ambiental, conforme previsto no artigo 54 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).

Proibição do uso do fogo em MT

Além das ações de prevenção, o Governo do Estado já publicou o decreto nº 1403/2025 que estabelece o período proibitivo de uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais em Mato Grosso. A norma também trata da situação de emergência e institui a sala de situação central no Estado.

No Pantanal, o uso do fogo fica proibido entre 1º de junho e 31 de dezembro. Já na Amazônia e no Cerrado, a proibição vai de 1º de julho a 30 de novembro. Durante o período restritivo, as licenças de queima controlada emitidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) estarão suspensas.

A proibição não se aplica às queimas realizadas ou supervisionadas por instituições públicas responsáveis pela prevenção e combate a incêndios florestais.

Já o uso do fogo em áreas urbanas é proibido durante todo o ano.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Polícia Militar prende homem com tabletes de maconha após denúncia de briga com o irmão

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Jucemat lidera avanços na digitalização e mostra eficiência em encontro nacional da Redesim

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana