Mato Grosso

Operação Roseta cumpre mandados de buscas e prende suspeitos de liderar o tráfico em Comodoro

Publicado

A Delegacia de Comodoro cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de drogas no município e prendeu quatro suspeitos em flagrante, nesta quarta-feira (04.09). Os policiais também apreenderam 1,7 kg de entorpecentes, como maconha, pasta base e cocaína.

O cumprimento dos mandados faz parte da Operação Erga Omnes, planejamento estadual da Polícia Civil de Mato Grosso no combate a facções criminosas atuantes no estado. As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Criminal de Cáceres.

Entre os presos estão os dois responsáveis por liderar o tráfico na cidade. Durante as investigações, a Delegacia de Comodoro apurou que os entorpecentes destinados a abastecer o tráfico local eram armazenados em uma chácara de um suspeito, que atuava na venda de verduras no município.

Um deles foi identificado como o distribuidor das drogas e usava uma motocicleta para levar as substâncias ilícitas da chácara para pontos de venda na cidade.

Leia mais:  Sinop sedia etapa regional da categoria adulta dos Jogos Abertos Mato-grossenses

A equipe de investigação realizou vigilância nos locais apontados durante a apuração e identificou movimentações suspeitas, o que confirmou a atividade de tráfico.

Os suspeitos foram presos em flagrante, sendo encontradas as porções de drogas enterradas na chácara, além de apetrechos usados no tráfico e munições.

De acordo com o delegado Mateus Reiners, a operação foi estrategicamente realizada um dia antes das festividades do rodeio na cidade, com o objetivo de evitar a distribuição de drogas durante o evento.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Governo de MT aplicou R$ 1,1 bilhão em multas por crimes ambientais ao longo de 2024

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros extingue dois incêndios em Canarana e combate outros 18 em MT nesta sexta-feira (02)

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana