Saúde

Ouvidoria-Geral do SUS realizou mais de 13 milhões de orientações de saúde em 2025

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Em 2025, mais de 13 milhões de orientações de saúde foram realizadas pela Ouvidoria-Geral do SUS (OuvSUS), que vem se consolidando como principal canal de comunicação entre o Ministério da Saúde e o cidadão. Nos últimos anos, o serviço também diversificou canais, ampliou atendimentos e fortaleceu sua atuação estratégica para facilitar o acesso da população aos programas de saúde pública. Os avanços foram celebrados nas comemorações do Dia do Ouvidor, celebrado em 16 de março.

A OuvSUS conecta usuários e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), recebendo manifestações como solicitações, sugestões, elogios, denúncias e outras demandas relacionadas aos serviços de saúde. Além do atendimento individual, o órgão também dissemina, de forma coletiva, informações sobre políticas públicas, programas e campanhas do Ministério da Saúde.

Em 2025, foram realizadas 13.716.408 orientações de saúde por meio de atendimentos diretos e canais eletrônicos. Os contatos entre a OuvSUS e o cidadão ocorrem pela Central de Teleatendimento 136, pelo site falabr.cgu.gov.br e também por WhatsApp, mensagens de voz, chatbot e SMS – novos canais implementados que garantem mais diversidade de opções, acessibilidade e segurança para o acesso a informações oficiais sobre o SUS.

Principais demandas

Os dados do Sistema OuvidorSUS mostram que, no ano de 2025, a OuvSUS recebeu 714 mil manifestações, desse total, 128.718 manifestações foram de competência da gestão federal do SUS e foram encaminhadas às Unidades do Ministério da Saúde e às entidades vinculadas. Já as manifestações que são de competência das gestões municipais e estaduais são encaminhadas às instâncias responsáveis, para que as devidas providências sejam tomadas e as respostas ao cidadão garantidas. A OuvSUS também realiza o monitoramento contínuo dessas demandas, para que haja transparência e resolutividade na gestão do sistema.

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Segundo dados da OuvSUS, 64% das manifestações foram direcionadas a três grandes temas: Programa Farmácia Popular, Programa Dignidade Menstrual e Mais Médicos.

Cumprindo também o papel de atuar de forma ativa na divulgação de informações à população, a OuvSUS utiliza seus canais para promover diversos programas. Em 2025 se destacaram o Agora Tem Especialistas, Mais Saúde com Agente e Mais Médicos Especialistas, além da divulgação da Pesquisa Vigitel 2025, da Pesquisa Nacional de Saúde, vacinação contra HPV e influenza, campanhas de HIV, cartão SUS, arboviroses e jogos e apostas.

Dia do Ouvidor

Para reforçar o trabalho da OuvSUS, nos dias 16 e 17 de março, gestores do Ministério da Saúde, convidados e profissionais que atuam diretamente no atendimento ao público se reuniram em uma programação comemorativa. Para a ouvidora-geral do SUS, Maria Eufrásia Oliveira Lima, o trabalho do ouvidor garante um direito constitucional.

“A Constituição de 1988 assegurou o direito à informação, à ciência, à tecnologia e ao acesso à saúde. E nós fazemos parte desse processo, garantindo que esses direitos cheguem onde precisam chegar. Somos a ponte entre o cidadão e o serviço público. Lidamos com urgências, emergências e, sobretudo, com a vida das pessoas”, afirmou.

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A OuvSUS desenvolve constantes atividades de melhorias para se manter como instrumento essencial para o desenvolvimento de políticas públicas. Entre as ações recentes, destacam-se a qualificação das ouvidorias por meio da capacitação de equipes e o uso de inteligência artificial e big data para aprimorar o atendimento e a análise de dados. Também se destaca a mobilização junto à Rede de Ouvidorias do SUS para utilização do Sistema OuvidorSUS, ampliando assim a padronização, a autonomia, a eficiência e a transparência das ações.

Essas iniciativas, aliadas a outras atividades, ampliaram a qualidade do atendimento da OuvSUS e contribuíram diretamente para o fortalecimento dos programas do SUS. “Por isso, é muito importante termos um dia de reconhecimento das nossas equipes, gestores e estratégias. Contribuímos com informações que tornam as políticas públicas ainda melhores e mais seguras”, finalizou a ouvidora-geral.

Jaciara França
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Aedes aegypti: 49% dos municípios avaliados estão em situação de alerta ou risco

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O Ministério da Saúde divulgou o resultado do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto de 2026. Dos 3.732 municípios que informaram dados, 49,2% apresentaram índices que indicam situação de alerta ou de risco para a presença do mosquito, transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. 

O levantamento identifica os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti e é uma ferramenta estratégica para orientar as ações de vigilância, prevenção e controle nos territórios. Os resultados permitem que gestores locais direcionem as medidas de acordo com a situação encontrada em cada município. 

Os dados mostram que a maior parte dos focos está em recipientes presentes no dia a dia da população. Vasos e pratos de plantas, garrafas e outros recipientes que podem acumular água correspondem a 42,3% dos criadouros identificados. Na sequência, aparecem os reservatórios de água, como caixas d’água e tonéis (26,1%), e pneus e resíduos sólidos, incluindo garrafas PET, latas e entulho (23%). 

O perfil dos criadouros varia entre as regiões do país. Na Região Norte, predominam pneus e resíduos sólidos. Na Região Nordeste, destacam-se os recipientes utilizados para armazenamento de água. Já nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a maior concentração está em vasos, pratos de plantas, garrafas e outros recipientes. 

Preparação para o período de maior risco 

Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, os resultados do LIRAa ajudam estados e municípios a se prepararem para o período de maior risco de proliferação do Aedes aegypti. Os resultados do LIRAa ajudam a identificar áreas em situação de alerta ou risco, reconhecer os principais tipos de criadouros e orientar ações antecipadas de prevenção e controle, de acordo com a realidade de cada território. 

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A eliminação de criadouros é uma medida fundamental, com atuação integrada da gestão, dos serviços de saúde, das equipes de agentes de combate às endemias e da população. 

Ações de prevenção e controle 

Os Agentes de Combate às Endemias (ACE) atuam na prevenção e no controle das arboviroses, com identificação e tratamento de criadouros que não podem ser eliminados, orientação da população e ações de vigilância. A atuação integrada com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) contribui para a articulação entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária nos territórios. Até o fim deste ano, está prevista a formação de mais 300 mil profissionais. 

As ovitrampas são dispositivos utilizados para monitorar a presença do Aedes aegypti a partir da coleta de ovos do mosquito e podem ajudar a identificar áreas com maior presença do vetor. A estratégia está presente em aproximadamente 2 mil municípios e fornece informações complementares aos indicadores obtidos pelo LIRAa, contribuindo para orientar as ações de vigilância e controle. 

Entre as tecnologias de controle vetorial utilizadas no país estão a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI-Aedes) em imóveis especiais, como escolas, unidades de saúde e locais de grande circulação, as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) e o método Wolbachia. 

Cuidados dentro e fora de casa 

A população também tem papel importante na prevenção. A orientação é fazer vistorias regulares em casa e nos espaços ao redor para identificar e eliminar locais que possam acumular água. 

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É importante verificar vasos e pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas, ralos, caixas d’água e outros recipientes. Sempre que possível, eles devem ser esvaziados, descartados ou mantidos protegidos da chuva. 

Caixas d’água, tonéis e cisternas devem permanecer bem fechados. Garrafas e baldes devem ser guardados virados para baixo, enquanto calhas e ralos precisam ser mantidos limpos. Pneus, latas, plásticos e entulhos devem receber destinação adequada. 

Esses cuidados devem fazer parte da rotina durante todo o ano e ganham ainda mais importância nos períodos em que as condições ambientais favorecem a reprodução do Aedes aegypti. 

Casos de dengue caem 70% em 2026 

O Brasil registra queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior. 

Também houve redução nos registros de chikungunya e Zika. Foram contabilizados 67.902 casos de chikungunya, 43% a menos que os 118.885 registrados em 2025. Para Zika, foram 2.141 casos, 35% abaixo dos 3.724 casos registrados no mesmo período do ano anterior. 

Os resultados do LIRAa reforçam a importância de manter as medidas de prevenção e controle do Aedes aegypti. Com a aproximação do verão e as condições climáticas associadas ao El Niño, a adoção antecipada dessas medidas por estados, municípios e população contribui para reduzir o risco de transmissão das arboviroses no próximo período sazonal. 

Ministério da Saúde  

Fonte: Ministério da Saúde

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