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Ouvidoria Itinerante garante direitos a indígenas da TI Parabubure

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Mais de mil e quatrocentos atendimentos realizados em três aldeias Xavante, após uma jornada de mais de mil quilômetros percorridos. Esse foi o resultado da primeira edição indígena da Ouvidoria Itinerante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que chegou à Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis, com o objetivo de garantir cidadania, escuta ativa e acesso a serviços essenciais às comunidades indígenas.Durante três dias, a equipe do MPMT esteve nas aldeias Aldeiona, Campinas e Santa Clara, promovendo atendimentos e ouvindo diretamente as demandas dos moradores. Foram oferecidos serviços como emissão de documentos, regularização eleitoral, orientações jurídicas e previdenciárias, cadastros em programas sociais, atendimentos de saúde com imunizações e testes rápidos, além de ações voltadas à educação, como rematrícula escolar e combate à evasão.A procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, ouvidora-geral do MPMT, destacou a importância da ação e o impacto direto na vida dos indígenas. “Estou gratificada de ver essa ação acontecer. A primeira edição Xavante foi satisfatória e cumpriu o almejado por todos nós. A Ouvidoria Itinerante é uma união de esforços de vários órgãos constituídos, todos imbuídos da mesma vontade de atender essa população indígena, garantindo a eles o direito de serem cidadãos como qualquer outra pessoa.”O promotor de Justiça de Campinápolis, Fabrício Miranda Mereb, também celebrou os resultados da ação. “Foi um verdadeiro sucesso. Fomos muito bem recebidos em todas as aldeias. Várias pessoas saíram com sua cidadania pronta. Hoje, eles saem da inexistência para serem cidadãos, com título de eleitor e documentos. Temos certeza de que a segunda edição virá com ainda mais amor, serviços e compaixão por esse povo que tanto sofre.”Além dos atendimentos nas sedes das aldeias, a equipe do MPMT visitou comunidades vizinhas, ouvindo diretamente os moradores sobre suas principais necessidades. Entre os pedidos, destacaram-se questões relacionadas ao transporte, à iluminação pública e à segurança alimentar.O cacique Anselmo Utseiro, da aldeia Santa Benedita, relatou as dificuldades enfrentadas. “Facilitou mais aqui, sabe, porque na cidade é difícil. Ontem mesmo chamei a comunidade para levantar cedo e aproveitar. Nós não temos carro, então viemos a pé mesmo. Ainda bem que tinha o carro da operação. É pesado, mas estamos enfrentando essa dificuldade. Estou satisfeito e agradeço muito.”O vice-cacique da Aldeia Santa Clara, Marvel, também expressou sua satisfação. “Fiquei contente com essa equipe que veio fazer o mutirão. Eu precisava fazer identidade. É bom demais. Deveria acontecer sempre, todo ano.”A ação contou com o apoio de diversas instituições parceiras, como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Receita Federal, UFMT, Politec, CRAS, CMDCA, DSEI, Setasc, cartório local, entre outros.A juíza de Direito Tábatha Tosetto destacou a adesão dos jovens aos serviços eleitorais. “Foi essencial. A procura pela Justiça Eleitoral foi acima do esperado, principalmente por adolescentes de 16 anos interessados em fazer o título e votar. Isso mostra a consciência da importância do voto e da representatividade. Cada aldeia tem sua peculiaridade, e conhecer pessoalmente cada local foi fundamental.”O juiz de Direito da comarca de Campinápolis, Matheus de Miranda, reforçou a relevância da iniciativa. “A importância primordial está no reconhecimento das populações indígenas, que muitas vezes são esquecidas. Essa ação traz visibilidade, conhecimento da realidade precária em que vivem e conscientização para que possamos contribuir com a melhoria da qualidade de vida e o reconhecimento como cidadãos.”O presidente da Câmara Municipal de Campinápolis, Celiomar Piaba, também acompanhou a ação e destacou a parceria entre os órgãos. “É de extrema necessidade essa vinda com o mutirão itinerante. Facilita a vida dos indígenas na documentação, certidões, RG, CPF, CAD. É uma parceria louvável. Eles têm muita dificuldade de se deslocar até a cidade, principalmente por falta de transporte.”A Ouvidoria Itinerante 1ª Edição Xavante é um marco na aproximação do Ministério Público com os povos originários, fortalecendo o diálogo, o respeito às tradições e a busca por soluções efetivas para os desafios enfrentados pelas comunidades indígenas.Fotos: Julia Munhoz

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

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Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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