Saúde

Padilha visita hospital inteligente em Xangai e reforça cooperação Brasil-China na área da saúde

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Em missão oficial à China, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quarta-feira (15) a unidade hospitalar de Zhongshan, associada à Universidade Fudan, em Xangai. A instituição é referência internacional em tecnologia e inovação, sendo considerada um dos principais hospitais inteligentes do país asiático, com ampla aplicação de inteligência artificial e sistemas integrados de monitoramento de pacientes.

“Estamos desenvolvendo, com apoio de instituições chinesas e do Banco dos BRICS, projetos para implantação de hospitais inteligentes no Brasil. A experiência que vimos aqui reforça nosso compromisso em levar tecnologia e inovação ao SUS”, declarou Padilha.

A visita integra a agenda de quatro dias do ministro, marcada por encontros estratégicos com autoridades chinesas e representantes do setor de inovação em saúde. Padilha destacou que o Brasil e a China vivem um dos momentos mais promissores de sua relação bilateral, com foco em um futuro compartilhado mais justo e sustentável, conforme definido em recentes encontros entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping.

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Durante a missão, Padilha se reuniu com o ministro da Saúde da China, Li Haichao. No encontro, foram reafirmados quatro eixos prioritários de cooperação entre os dois países: fortalecimento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das políticas de saúde global; atuação conjunta nos BRICS, com foco nos determinantes sociais da saúde; participação coordenada na Coalizão de Saúde do G20, liderada pelo Brasil; e promoção da inovação tecnológica para reduzir desigualdades em saúde.

“Brasil e China compartilham a visão de que a saúde é estratégica para a construção de um futuro mais justo e sustentável. Garantir acesso a medicamentos, terapias e tecnologias é uma das formas mais eficazes de combater desigualdades”, afirmou o ministro.

Produtos médicos

O ministro brasileiro também participou de agenda com a Administração Nacional de Produtos Médicos da China, responsável pela certificação de equipamentos e tecnologias em saúde, com o objetivo de facilitar processos de transferência tecnológica e cooperação regulatória entre os dois países.

Outro tema de destaque foi a integração da medicina tradicional chinesa às práticas brasileiras de promoção da saúde. O ministro anunciou que o Brasil sediará, em novembro, o Congresso Internacional de Medicina Integrativa, que contará com uma delegação chinesa. 

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Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Brasil vai ampliar prevenção do HIV com oferta de PrEP injetável de longa duração no SUS

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O Brasil sediou, nesta segunda-feira (27), pela primeira vez na América do Sul, a 26ª Conferência Internacional de Aids, encontro que reúne especialistas, gestores e representantes de governos para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Durante o evento, o Ministério da Saúde apresentou dados sobre a resposta brasileira à infecção e as iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS).

Está em avaliação a incorporação de novas tecnologias de prevenção, incluindo a PrEP injetável de longa duração. Uma proposta de incorporação dessa tecnologia, administrada a cada dois meses, foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto.

“O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha destacou ainda que a avaliação de novas tecnologias para o SUS considera critérios técnicos, científicos e econômicos, além das condições de acesso à população. “Para nós, inovação sem acesso não deveria ser chamada de inovação. Inovação sem acesso é injustiça”, afirmou.

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Prevenção combinada

A PrEP é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao SUS, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.

O Ministério da Saúde também acompanha o desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção do HIV, incluindo iniciativas de pesquisa e inovação realizadas no país, como o desenvolvimento de medicamentos de ação prolongada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com instituições privadas.

No SUS, estão disponíveis estratégias de prevenção, como preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste. A rede também oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas vivendo com HIV.

Eliminação da transmissão vertical

Em dezembro de 2025, o Brasil foi certificado pela OPAS/OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando-se o único país continental a alcançar esse marco. Para isso, o país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos, além de superar 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.

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De acordo com relatório da Unaids, o número de mortes relacionadas à aids caiu 57% desde 2010 nos continentes analisados, passando de 1,3 milhão de óbitos, em 2010, para 570 mil, em 2025.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2024, o Brasil registrou 9,1 mil óbitos por aids, uma redução de 13% em relação ao ano anterior, quando foram registradas mais de 10 mil mortes.

Além disso, nos últimos três anos, a oferta de testes rápidos para HIV no SUS aumentou 100%. Atualmente, 22% das pessoas que recebem o diagnóstico de HIV iniciam o tratamento no mesmo dia da confirmação da infecção, e mais da metade começa a terapia antirretroviral em até 30 dias.

Deborah Novais
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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