Turismo

Painel sobre turismo em áreas indígenas debate incentivo e regularização das atividades turísticas nos territórios

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O turismo em terras indígenas foi tema de debate no 10° Salão do Turismo, em Fortaleza (CE), nesta quinta-feira (7). Durante o painel “Visitação Turística em Áreas Indígenas”, representantes do Ministério do Turismo, Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) abordaram temas que envolvem o fomento e a regularização das atividades turísticas nos territórios.

Os debates foram moderados pela chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade (ASPADI), do Ministério do Turismo, Juliana Oliveira.

No encontro, ela falou sobre o Mapeamento do Turismo em Comunidades Indígenas no Brasil, lançado durante a COP30. O documento apresenta um diagnóstico das iniciativas de turismo e experiências ofertadas por comunidades em diferentes biomas do país.

A publicação inédita reúne diversos conteúdos de etnoturismo elaborados por povos indígenas espalhados pelo Brasil e ajuda a consolidar o país como referência no turismo responsável em territórios indígenas.

“Não é só um diagnóstico. É um reconhecimento do protagonismo dos povos indígenas na construção de um turismo que respeita, valoriza e compartilha sua cultura”, destacou Juliana.

Ela acrescentou que o mapeamento reúne informações estratégicas sobre 146 iniciativas de turismo desenvolvidas por 93 etnias de todas as regiões do país.

Juliana também destacou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) assinado pelo Ministério do Turismo, Embratur, Funai, Ministério dos Povos Indígenas e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que tem objetivo de promover ações que apoiem o desenvolvimento, a valorização e a promoção nacional e internacional do turismo indígena, além de incentivar a comercialização de experiências e produtos de turismo responsável, com foco no ecoturismo e no etnoturismo de base comunitária nos territórios.

No painel desta quinta, a Embratur apresentou o histórico de atuação do órgão na promoção da diversidade. A exposição foi feita pela coordenadora de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas da Embratur, Tânia Neres.

Ela citou a criação da Coordenação de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas (CADI), da Embratur, como forma de promover a dignidade e fortalecer a cultura dos territórios.

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Na sequência, a Funai abordou a importância de estimular a regularização das atividades turísticas indígenas.

O antropólogo Ramon Rodrigues Ramalho, especialista em Indigenismo da Coordenação-Geral de Atividades Produtivas (CGAP) da Fundação, falou, por exemplo, da importância da elaboração do Plano de Visitação Turística (um documento oficial emitido pela Funai que autoriza a realização de atividades turísticas [etnoturismo/ecoturismo] em terras indígenas).

De acordo com ele, o plano tem papel importante para garantir o respeito à cultura e ao meio ambiente. A finalidade é promover um turismo sustentável em territórios indígenas, fazendo com que a visitação siga as regras estabelecidas pela própria comunidade.

Ele comentou também que a disseminação desordenada de projetos de turismo em terras indígenas gera riscos para as comunidades, ao meio ambiente e aos turistas.

Guia das Aldeias Indígenas

O assistente técnico da Assessoria de Turismo e Viagem do Estado de São Paulo, Leonardo Costa, apresentou o “Guia Turístico das Aldeias Indígenas do Estado de São Paulo”.

O material é uma publicação inédita criada pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, em parceria com a Coordenadoria de Políticas para os Povos Indígenas, da Secretaria da Justiça e Cidadania.

O material apresenta experiências de turismo de base comunitária desenvolvidas por povos originários em diferentes regiões paulistas, promovendo a valorização cultural, a geração de renda sustentável, o fortalecimento das comunidades indígenas e a preservação dos saberes ancestrais.

“O Guia reúne aldeias de diferentes etnias presentes no Estado de São Paulo, promovendo experiências autênticas e educativas para visitantes nacionais e internacionais”, afirmou Leonardo.

‘Espaço importante’

A presidente da Rede Nacional Indígena de Etnoturismo Kuywa Inaré, Maria Potyguara, afirmou que o evento no Salão do Turismo foi um importante espaço para fazer reivindicações e levar as demandas dos territórios até os órgãos competentes ligados ao turismo.

“Aqui temos visibilidade e podemos lutar por políticas públicas que levem infraestrutura e capacitação até nossos povos, o que fortalece muito a nossa luta. Queremos ter nossa autogestão da atividade turística para que não sejamos tão dependentes de outras pessoas, órgãos e instituições. Queremos ter autonomia para tomar nossas próprias decisões para fortalecer o turismo como ferramenta de visibilidade e fortalecimento cultural”, disse.

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‘Fortalecimento’

O tesoureiro da Rede Kuywa Inaré, Geyson Potyguara, disse que o painel proporcionou debates de desenvolvimento e fortalecimento do turismo dentro dos territórios indígenas

“Trouxemos algumas demandas e mostramos a importância da escuta do nosso povo. Estamos buscando protagonismo no turismo e esse tipo de evento é fundamental para sermos ouvidos de uma forma mais eficaz”, disse.

PROGRAME-SE:

Data: 7 a 9 de maio

Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

Como se inscrever

Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.

Passo a passo:

  • Acesse www.gov.br/turismo/pt-br/salaodoturismo
  • Na aba “Inscreva-se”, clique em “Visitantes”.
  • Informe seu e-mail ou WhatsApp e siga as instruções 
  • Insira seu nome, e-mail e CPF
  • Em seguida escolha as atividades das quais deseja participar (Se quiser apenas circular pelo Salão, deslize até o fim)
  • Informe a data de nascimento e o nome da mãe

Pronto! Inscrição realizada. Um QR Code será gerado e também enviado por e-mail para ser apresentado na entrada do evento.

Programação para o público

Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.
Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade durante o evento.

Por João Pedrini
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo no evento:

João Pedrini: (63) 99125-9853

Natália Moraes: (61) 99202-7509

Marco Guimaraes: (61) 99689-4646

Lianne Ceará: (88) 99901-3201

Victor Mayrink: (61) 99161-3220

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Brasil institui, oficialmente, a Rota Turística da Fé, no Ceará

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira (29) a Lei 15.445, que institui a Rota Turística da Fé, no Estado do Ceará. A lei é assinada também pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

Voltada ao turismo religioso, histórico, cultural e de aventura, a rota tem como principal objetivo estimular o desenvolvimento das atividades turísticas em 13 municípios do estado, valorizando seus respectivos atrativos.

O ministro do Turismo celebrou a assinatura da lei, que reconhece oficialmente a Rota da Fé.

“O turismo religioso tem um potencial extraordinário, porque além de preservar e reconhecer a manifestação da fé dos brasileiros, movimenta a economia e gera emprego e renda para o nosso povo. Ganham os hotéis, os restaurantes. Ganham o guia de turismo, os pequenos negócios, o artesanato local. Nosso compromisso aqui no Ministério é estruturar cada vez melhor esses destinos, e a legislação vem, justamente, para dar mais apoio a quem faz o turismo crescer e acontecer”, afirmou Gustavo Feliciano.

A estruturação, a gestão e a promoção de todos os atrativos contarão com o apoio direto de programas oficiais do Governo do Brasil, por meio do Ministério do Turismo, que poderá destinar recursos para melhorar as condições de visitação dos pontos turísticos, preparar as cidades para receber mais visitantes e impulsionar ainda mais a divulgação dos roteiros.

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Municípios e atrativos

A Rota Turística da Fé é composta por 13 cidades cearenses e seus respectivos patrimônios, monumentos e celebrações religiosas.

Confira os principais atrativos turísticos da rota:

•          Estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte: símbolo das romarias do Cariri;

•          Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato: local conhecido pela vista panorâmica da cidade;

•          Estátua de Santo Antônio e Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha: a festa foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2015, como patrimônio cultural do Brasil;

•          Concentração da peregrinação para a Romaria da Menina Benigna, em Nova Olinda: a romaria é dedicada à menina Benigna, assassinada há cerca de 80 anos e considerada “santa” por católicos da região, segundo a Prefeitura do Cariri;

•          Igreja Matriz de Santana do Cariri e complexo turístico da Estátua da Menina Benigna, em Santana do Cariri;

•          Mirante de Nossa Senhora da Penha, em Campos Sales: reúne turismo religioso e vista da paisagem da região;

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•          Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, em Russas: datada de 1707, é um dos templos católicos mais antigos do Ceará e patrimônio histórico do estado;

•          Santuário Mariano de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, em Quixadá: um dos centros de peregrinação católica do Ceará;

•          Estátua de São Francisco das Chagas, em Canindé;

•          Alto de Santa Rita e Igreja Matriz da Imaculada Conceição, em Redenção;

•          Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité: fundado em 1922, marcado por arquitetura e símbolo religioso;

•          Complexo turístico de Santa Edwiges, em Caucaia: reúne milhares de peregrinos religiosos na região metropolitana de Fortaleza;

•          Santuário de Fátima, Seminário da Prainha e Catedral da Sé, em Fortaleza: pontos de interesse histórico, religioso e artístico na cidade.

Por Bárbara Magalhães

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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