Política Nacional

Para Confúcio Moura, é preciso alterar modelo de financiamento eleitoral

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O senador Confúcio Moura (MDB-RO), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (31), criticou o atual modelo de financiamento das campanhas eleitorais e defendeu mudanças nas regras de distribuição dos recursos públicos. Segundo o parlamentar, o sistema favorece candidatos à reeleição e concentra recursos nos partidos com maior representação no Congresso Nacional, enquanto candidatos sem mandato enfrentam dificuldades para financiar suas campanhas. Confúcio relatou que, em Rondônia, candidatos a deputado estadual de seu partido não receberam recursos do fundo eleitoral.

— A realidade é que nós temos que encontrar modelos mais justos. Porque senão vamos terminar formando aqui uma elite, tipo uma “ditadura”, entre aspas, de deputados federais — disse.

O parlamentar argumentou que, embora o modelo atual tenha reduzido as possibilidades de financiamento privado, para reduzir a influência do poder econômico, isso não eliminou as distorções na disputa eleitoral. O senador defendeu discussão de alternativas, como o voto distrital misto, o fortalecimento das contribuições de filiados e a ampliação das pequenas doações de eleitores.

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Os estaduais [candidatos às Assembleias Legislativas] estão à míngua, não têm dinheiro. O fundo eleitoral não está resolvendo o problema das campanhas — concluiu.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Hermes Klann defende negociação em vez de PEC que acaba com escala 6×1

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Ao discursar em Plenário nesta segunda-feira (31), o senador Hermes Klann (PL-SC) criticou duas matérias em análise na Casa: a PEC 221/2019, que acaba com a escala de trabalho conhecida como 6×1, e a MP 1.357/2026, que deu fim à chamada “taxa das blusinhas”.

Ao tratar da PEC 221/2019, ele disse ser favorável a mais tempo de descanso para o trabalhador, mas argumentou que mudanças na jornada de trabalho devem ser definidas por meio de negociação entre trabalhadores e empregadores — em vez de serem determinadas por lei.

— Sou contra transformar uma discussão legítima em uma solução única. Acredito na liberdade de escolha, no diálogo e na negociação entre as partes. Trabalhadores e empregadores precisam ter voz. Cada setor tem uma realidade, e o que funciona para uma indústria pode não funcionar para um restaurante. Não existe uma jornada igualmente adequada para todas as atividades. Por isso, defendo a negociação coletiva — declarou.

O senador também afirmou que a redução da jornada pode aumentar o custo da hora trabalhada e, assim, elevar os custos de produção, levando à redução dos investimentos e ao aumento de preços em alguns setores. Esse cenário, salientou, pode prejudicar o poder de compra dos trabalhadores.  

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Sobre a MP 1.357/2026 (medida provisória que “zerou” o Imposto de Importação para compras de até US$ 50), ele observou que a discussão sobre a matéria deve considerar os efeitos sobre comerciantes, indústrias e empregos no país.

— Não quero proteger o empresário brasileiro da concorrência. Quero proteger o empresário brasileiro da concorrência desleal. Não podemos olhar apenas para o preço da blusinha. Precisamos olhar para o emprego que existe atrás da blusinha — destacou.

Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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