Agro News

Paraná investe R$ 85 milhões em novo eixo viário para impulsionar desenvolvimento de Toledo

Publicado

Governo do Estado anuncia o Eixão do Desenvolvimento

O Governo do Paraná anunciou um investimento de R$ 85 milhões para a construção do Eixão do Desenvolvimento, projeto estratégico que busca solucionar gargalos logísticos e melhorar a mobilidade urbana em Toledo. A nova via terá aproximadamente oito quilômetros, conectando a BR-163 à região do Biopark, um dos principais polos de expansão econômica do município.

O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante a inauguração das obras de duplicação da PR-317, no trecho que liga a rodovia à Avenida Egydio Gerônymo Munaretto. Segundo Ratinho Junior, os recursos serão repassados à prefeitura de Toledo para a execução da obra, considerada essencial para o crescimento urbano e econômico da cidade.

Estrutura e objetivos do Eixão

O Eixão do Desenvolvimento será uma via estruturante de 30 metros de largura, projetada para desafogar o trânsito urbano, melhorar o fluxo logístico e facilitar a instalação e expansão de empreendimentos de grande porte. A nova ligação também deverá reduzir o tráfego pesado em áreas residenciais, impactando positivamente a mobilidade e a qualidade de vida da população.

Leia mais:  Mercado do milho apresenta lentidão no Sul do Brasil enquanto bolsas internacionais registram alta

O governador destacou a parceria entre setor público e privado como fator determinante para viabilizar a obra. “O setor privado apresentou o projeto e o Governo do Estado assegurou o investimento. Agora, o recurso é repassado à prefeitura para que essa obra tão importante para Toledo seja executada”, afirmou.

Impacto econômico e integração urbana

O prefeito de Toledo, Mario Costenaro, reforçou que o Eixão será decisivo para o desenvolvimento integral do município. “Obras viárias fortalecem a competitividade e melhoram a integração urbana. A conexão direta com o Biopark é essencial para criar um acesso mais ágil a esse ecossistema de inovação que leva o nome de Toledo para todo o Brasil”, destacou.

Para o fundador do Biopark, Luiz Donaduzzi, o projeto resolve um gargalo histórico e possibilita o crescimento planejado da cidade. “Pensar na expansão industrial, na geração de empregos e no desenvolvimento do Biopark exige infraestrutura. O Eixão do Desenvolvimento prepara a cidade para o futuro e fortalece todo o ecossistema produtivo da região”, explicou.

O vice-presidente do Biopark, Paulo Rocha, enfatizou o papel da obra para um crescimento sustentável. “O Eixão é um investimento estratégico que organiza o crescimento da cidade, melhora a logística e cria um ambiente favorável para novos negócios. É um exemplo de articulação entre o setor público e a iniciativa privada em benefício do desenvolvimento regional”, afirmou.

Leia mais:  Algodão perde força no mercado interno com pressão da Bolsa de Nova York, dólar forte e avanço da safra nos EUA
Projetos de expansão industrial ganham impulso

O impacto do novo eixo viário já é percebido em iniciativas de expansão industrial, como no caso da Prati-Donaduzzi, que poderá ampliar sua operação logística por meio do Centro de Distribuição localizado junto ao Biopark.

Segundo o CEO da empresa, Eder Fernando Maffissoni, o Eixão é essencial para o crescimento sustentável. “Com o perímetro atual totalmente ocupado, o Eixão é fundamental para dar suporte à nossa operação e aos planos de expansão. Esse investimento garante eficiência, segurança e condições para que a empresa continue crescendo em Toledo”, destacou.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Publicado

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia mais:  Complexo de pragas ameaça produtividade da cana-de-açúcar e reforça necessidade de manejo estratégico
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia mais:  Fiagro Campo Arado chega ao mercado com patrimônio de R$ 50 milhões e potencial de R$ 200 milhões
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana