Agro News

Paraná lidera retomada das exportações brasileiras de carne de frango após fim de barreiras sanitárias

Publicado

O mercado internacional de carne de frango voltou a se abrir para o Brasil com a retirada de barreiras sanitárias e a retomada gradual das compras. Nesse movimento, o Paraná desponta como protagonista, consolidando sua posição de maior produtor nacional e principal responsável pelas exportações do setor.

Paraná garante escala e qualidade na retomada

Segundo Roberto Kaefer, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), a resposta do setor foi rápida e eficiente diante das restrições impostas pela gripe aviária.

“O Paraná puxa essa retomada porque tem escala, qualidade e logística para cumprir contratos em qualquer cenário, garantindo segurança alimentar nos mercados globais”, afirmou Kaefer.

Reorganização sanitária fortalece confiança no Brasil

A retomada ocorre em paralelo a um processo global de reorganização sanitária. Após casos pontuais de gripe aviária registrados no Rio Grande do Sul, países começaram a suspender restrições impostas anteriormente.

O Brasil segue como o maior exportador mundial de carne de frango, apesar de os Estados Unidos liderarem a produção global — com foco no atendimento ao mercado interno.

Leia mais:  Faltam 30 dias para a abertura oficial, mas a colheita 2026 já começou em dois Estados
Mercados internacionais liberam compras

A União Europeia reconheceu o Brasil como área livre de gripe aviária e já retomou as importações. Além dela, Chile, Namíbia, Macedônia do Norte e Arábia Saudita também removeram barreiras. Outros sete países — Argentina, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Mauritânia e Uruguai — reabriram suas portas para a proteína brasileira.

De acordo com Kaefer, a agenda agora mira novos avanços com a China, com uma missão oficial marcada para o dia 22 de setembro, no Rio Grande do Sul.

Distância do Paraná reforça credibilidade

Kaefer lembrou ainda que o registro da gripe aviária ocorreu no município de Montenegro (RS), a mais de 1.100 km do Paraná, o que não comprometeu a produção paranaense.

“Nossas plantas seguiram aptas, com sanidade comprovada e controles em dia. Mantivemos conformidade plena e estamos prontos para atender à retomada dos mercados”, destacou.

Paraná responde por 40% das exportações brasileiras

Os dados confirmam a relevância do estado: o Paraná concentra cerca de um terço da produção nacional de carne de frango e mais de 40% das exportações do Brasil.

Leia mais:  USDA projeta safra de arroz dos EUA em 5,56 milhões de toneladas na temporada 2026/27

Em 2024, as indústrias locais embarcaram 2,17 milhões de toneladas, o equivalente a 16% do comércio global da proteína, segundo informações do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Mapa e Conab alinham ações para fortalecer armazenagem, estoques públicos e abastecimento

Publicado

Nesta quinta-feira (28), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu a diretoria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para tratar de temas estratégicos relacionados à política agrícola e ao abastecimento nacional. Entre os assuntos debatidos estiveram a modernização e ampliação da capacidade de armazenagem, a formação de estoques públicos, o acompanhamento da safra de grãos e instrumentos de apoio à comercialização e à segurança alimentar.

Durante o encontro, o ministro destacou o papel estratégico da Conab na formulação e execução das políticas públicas para o setor agropecuário. “A Conab continua sendo a principal responsável pelos levantamentos de safra, custos de produção, estoques públicos e perspectivas para a agropecuária, informações que servem de base para a construção das políticas do Ministério”, afirmou André de Paula.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, ressaltou a atuação da Companhia como principal braço operacional do Ministério em ações de subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços. Segundo ele, a atuação da Conab contribui para reduzir distorções de mercado. “Quando o mercado apresenta distorções que prejudicam tanto o produtor quanto o consumidor, é a Conab que atua para garantir maior equilíbrio na cadeia produtiva”, disse.

Leia mais:  USDA projeta safra de arroz dos EUA em 5,56 milhões de toneladas na temporada 2026/27

O diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, destacou a importância do diálogo institucional entre os órgãos do governo federal. “Esse diálogo com o Mapa e com o MDA é fundamental para nós. A construção da política agrícola brasileira se dá de forma conjunta entre os dois ministérios, especialmente na definição dos Planos Safra e nas ações de suporte ao produtor rural”.

Durante a reunião, também foram discutidas ações relacionadas ao Seguro Rural e ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), instrumentos voltados à proteção do produtor rural e ao financiamento de ações estratégicas para a cafeicultura brasileira. 

Outro tema abordado foi a definição dos preços mínimos para a safra de verão. O Mapa e a Conab já trabalham conjuntamente nas discussões sobre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), instrumento que assegura remuneração mínima ao produtor rural em momentos de queda excessiva dos preços de mercado.

A Conab também apresentou informações sobre a capacidade de armazenagem e a gestão dos estoques públicos de alimentos no país. Atualmente, os armazéns da Companhia possuem capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas armazenadas. A Conab também trabalha em ações voltadas à modernização da infraestrutura e à ampliação da capacidade operacional da rede armazenadora federal.

Leia mais:  Faltam 30 dias para a abertura oficial, mas a colheita 2026 já começou em dois Estados

Entre as medidas debatidas, esteve a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil para antecipação da compra de milho e formação de estoques reguladores preventivos diante dos possíveis impactos do fenômeno El Niño em 2026. A reunião também tratou da atuação brasileira em operações de ajuda humanitária internacional. A Conab participa da logística e disponibilização de alimentos destinados a ações de cooperação humanitária, incluindo o envio de arroz e leite em pó para apoio à Bolívia e ações de assistência alimentar a Cuba.

A atuação conjunta entre o Mapa e a Conab é considerada estratégica para o monitoramento da produção, do abastecimento e da comercialização de alimentos, contribuindo para a estabilidade dos mercados agropecuários e para a segurança alimentar do país.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana