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Paraná possui a 3ª maior capacidade de armazenagem agrícola do Brasil e reforça liderança no agronegócio

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O Paraná consolidou sua posição entre as maiores potências do agronegócio brasileiro ao registrar a terceira maior capacidade de armazenagem agrícola do País. Dados da Pesquisa de Estoques do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Estado conta com capacidade instalada para armazenar 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos agrícolas.

O volume representa 16,6% de toda a capacidade de armazenagem do Brasil e coloca o Paraná atrás apenas de Mato Grosso, com 64,2 milhões de toneladas, e Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas.

Além disso, o Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, ocupando também a terceira colocação nesse indicador.

Capacidade supera toda a região Nordeste

O levantamento destaca a robustez da infraestrutura paranaense. Sozinho, o Paraná possui uma capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à soma de todos os estados do Nordeste, que juntos alcançam aproximadamente 14,7 milhões de toneladas.

O resultado reforça a relevância do Estado na produção, comercialização e exportação de commodities agrícolas, consolidando sua posição estratégica dentro da logística nacional do agronegócio.

Silos lideram a estrutura de armazenagem

Os silos são a principal modalidade de armazenagem utilizada no Paraná, respondendo por cerca de 20,7 milhões de toneladas, o equivalente a aproximadamente 58% da capacidade total instalada.

Considerados a solução mais eficiente para conservação e movimentação de grãos em larga escala, os silos permitem melhor controle de qualidade, redução de perdas e maior eficiência operacional.

A estrutura de armazenagem do Estado é complementada por:

  • 10,5 milhões de toneladas em armazéns graneleiros e granelizados;
  • 4,5 milhões de toneladas em armazéns convencionais, estruturais e infláveis.
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Ponta Grossa lidera entre os municípios

Entre os municípios paranaenses, Ponta Grossa possui a maior capacidade estática de armazenagem, com 2,6 milhões de toneladas.

Na sequência aparecem:

  • Paranaguá: 1,49 milhão de toneladas;
  • Guarapuava: 1,38 milhão de toneladas;
  • Toledo: 1,25 milhão de toneladas.

Os números refletem a importância dessas regiões para a logística de grãos e para o abastecimento dos mercados interno e externo.

Armazenagem impulsiona competitividade do agro

A capacidade de armazenagem é considerada um dos principais fatores de competitividade do agronegócio moderno. Estruturas adequadas permitem que os produtores armazenem a safra por períodos mais longos, reduzindo a pressão de venda logo após a colheita e melhorando as condições de comercialização.

Além disso, a armazenagem contribui para diminuir gargalos logísticos, evitar concentração do transporte em curtos períodos e reduzir custos operacionais ao longo da cadeia produtiva.

Com acesso a importantes corredores de exportação e ao Porto de Paranaguá, o Paraná consegue distribuir o fluxo de escoamento ao longo do ano, aumentando a eficiência logística e fortalecendo sua posição nos mercados nacional e internacional.

Cooperativas concentram mais da metade da capacidade instalada

O levantamento do IBGE evidencia ainda a força do cooperativismo paranaense, um dos pilares do desenvolvimento agrícola estadual.

Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade armazenadora existentes no Paraná, cerca de 18,5 milhões de toneladas estão vinculadas a cooperativas agropecuárias, distribuídas em 594 unidades armazenadoras.

Já a iniciativa privada responde por aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade, distribuídas em 769 empreendimentos.

A participação expressiva das cooperativas demonstra o papel estratégico dessas organizações no suporte à produção, comercialização e agregação de valor aos produtos agropecuários.

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Crescimento da safra exige ampliação da infraestrutura

O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento contínuo da produção agrícola do Estado.

Segundo estimativas recentes do IBGE, o Paraná deverá colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.

A recuperação da produção de milho e o desempenho positivo de diversas culturas colocam o Estado entre os principais responsáveis pela expansão da safra brasileira.

Nesse cenário, a ampliação da infraestrutura de armazenagem torna-se fundamental para garantir a conservação da produção, reduzir perdas pós-colheita e assegurar maior eficiência na comercialização dos grãos.

Governo amplia incentivos para armazenagem e logística rural

Para acompanhar o crescimento do setor, o Governo do Paraná tem adotado medidas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura agrícola.

Uma das iniciativas é o projeto de concessão das unidades armazenadoras do IDR-Paraná à iniciativa privada. A proposta busca atrair investimentos para modernização das estruturas e aumento da eficiência operacional.

Outra ação estratégica é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), que prevê a disponibilização de até R$ 2 bilhões em crédito para financiar projetos ligados à modernização do agronegócio.

Os recursos poderão ser direcionados para investimentos em armazenagem, infraestrutura produtiva, logística rural e ampliação da competitividade das cadeias agroindustriais paranaenses.

Com uma produção agrícola em constante crescimento e uma das maiores estruturas de armazenagem do País, o Paraná segue fortalecendo sua posição como um dos principais motores do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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