Cuiabá

Parlamentar reforça combate ao feminicídio e cobra punição mais rígida

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Débora Inácio | Assessoria da vereadora Michelly Alencar  
Durante a sessão ordinária dessa terça-feira (25), a vereadora Michelly Alencar (União Brasil) fez um pronunciamento contundente sobre o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, chamando atenção para a realidade alarmante vivida em Mato Grosso, estado que figura entre os mais violentos do país para mulheres.
A parlamentar citou o caso recente que abalou o município de Guarantã do Norte, onde uma jovem dentista de 22 anos foi morta vítima de feminicídio. O principal suspeito é o companheiro da vítima, encontrado morto ao lado do corpo da jovem.
“Essa é mais uma mulher que teve sua vida interrompida simplesmente por ser mulher. Porque o parceiro não aceitava que ela fosse de mais ninguém, a não ser dele”, destacou Michelly.
A vereadora lembrou que, embora não tenha prerrogativa para alterar o Código Penal, modificar procedimentos do Judiciário ou transformar práticas da polícia, não deixará de ser voz ativa na defesa das mulheres. 
“Seguirei falando e denunciando. Seguirei sendo a voz das que foram silenciadas”, afirmou.
Michelly também ressaltou a importância do conjunto de medidas legais denominado “Pacote Antifeminicídio”, de autoria da senadora Margareth Buzetti, já aprovado e sancionado. A legislação estabelece pena de até 40 anos para crimes de feminicídio, representando um avanço no combate à violência contra as mulheres.
A vereadora, no entanto, defendeu que o país “vá além”.
“Clamo aos deputados federais e senadores: precisamos de mais um avanço. São 40 anos em regime fechado para quem tirar a vida de uma mulher. Eu peço por justiça”, reforçou.
Michelly Alencar finalizou reafirmando seu compromisso em se  pautar constantemente pelo tema e pressionar por mudanças estruturais que garantam proteção real às mulheres de Mato Grosso e de todo o Brasil.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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