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“Parlamento Jovem” empossa 24 novos parlamentares

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (24), a Sessão Solene de Posse dos 24 parlamentares eleitos pelo projeto Parlamento Jovem, iniciativa que incentiva e garante a participação da juventude nas decisões políticas do estado. O projeto, que está em sua nona edição, já existia na ALMT como Parlamento Mirim, mas a partir de uma proposta do deputado estadual Thiago Silva (MDB) foi remodelado e ganhou o nome de Parlamento Jovem. A cerimônia de posse contou também com a presença da deputada Janaína Riva (MDB), deputado Beto 2 a 1 (PSB) e do presidente da ALMT, Max Russi (PSB).

“É com orgulho e entusiasmo que parabenizamos os 24 deputados jovens eleitos neste projeto, iniciado ainda no ano passado. O Parlamento Jovem renova a nossa esperança no futuro da política e da cidadania no nosso Estado. Idealizamos esse projeto para promover a participação dos jovens na política, proporcionando a eles a oportunidade de aprender sobre o trabalho parlamentar e contribuir com indicações e propostas de lei, sempre com foco em melhorias para a população”, afirmou o deputado Thiago Silva, padrinho do projeto.

Os 24 parlamentares jovens, eleitos no final do ano passado por meio de votação em escolas públicas e privadas, são: Anita Simões, Arianny França, Carolina Oliveira, Daniel Piter, Danilo Silva, Enzo Nelson, Joaquim Vitalino, Kauã Felipe, Kemelly Lopes, Maria Julia Arjona, Melissa Monasky, Pedro Carmo, Jhully Morais, Yasmin Vitória, Alfredo Pontin, Emanuel Santos, Enzo Souza, Hiago Dias, Hiago Souza, Hisis Gomes, Joales Souza e Thalita Lopes.

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Durante a Sessão Solene, o presidente da ALMT, deputado Max Russi, destacou a importância do projeto, que será ampliado em novas edições, e parabenizou a atuação do deputado Thiago Silva. “Esses jovens representam a força da juventude mato-grossense e, a partir de agora, têm a responsabilidade de representar com ética todos os jovens do Estado. Sejam muito bem-vindos ao Parlamento; esta Casa de Leis também pertence a vocês”, declarou o parlamentar.

Os parlamentares jovens receberam exemplares da Constituição do Estado e do Regimento Interno da ALMT, além de um box de livros sobre a história de Mato Grosso e um fone de ouvido, cada um. Eles também conheceram as instalações da Casa de Leis e participaram de uma capacitação sobre o exercício do mandato, que terá duração de dois anos.

Em sua fala, o deputado Thiago Silva compartilhou sua trajetória em defesa da juventude, quando lutava pela implantação da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), em Rondonópolis, como fruto de sua formação no curso de política da Fundação Ulysses Guimarães (FUG).

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“É uma grande felicidade participar dessa sessão, principalmente por ter iniciado minha vida pública ainda jovem, lutando pela educação. Acredito que a educação é a maior ferramenta de transformação social, e o Parlamento Jovem tem como foco proporcionar aprendizado, conhecimento e participação política. As grandes transformações deste país foram conduzidas pela juventude”, ressaltou.

Ao final da Sessão Solene, foi realizada a eleição da Mesa Diretora do Parlamento Jovem. A chapa 2, intitulada “Voz Ativa”, foi eleita com 10 votos. A composição ficou definida da seguinte forma: presidente, Yasmin Vitória; vice-presidente Melissa Monasky; 2ª vice-presidente, Ana Júlia; 1º secretário. Daniel; 2º secretário: Alfredo; 3º secretário: Jhully e 4º secretário. Danilo.

“Quero saudar nosso padrinho, deputado Thiago, e todos os presentes nesta Sessão Solene. É com muita felicidade que assumo a presidência da Mesa Diretora do Parlamento Jovem. Recebo este mandato com humildade e determinação. Levarei este dia comigo para sempre, como a materialização de uma jornada coletiva”, declarou a presidente eleita, Yasmin Vitória.

A cerimônia contou ainda com a presença de representantes da Secretaria Estadual de Educação, de câmaras municipais e da Comissão de Infância e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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