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Participantes do Centro de Convivência de Barra do Bugres vistam a ALMT e recebem homenagem do deputado Chico Guarnieri

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Foto: NATALIA ARAUJO GOMES

Grupo de 42 idosos participou de visita guiada, apresentou dança temática no plenário e celebrou homenagem à coordenadora Laura Casasus pelo trabalho com a terceira idade

Um grupo de 42 idosos do Centro de Convivência da Pessoa Idosa “João Nicolau Petroni”, do município de Barra do Bugres, participou de uma visita institucional à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta quarta-feira (2), a convite do deputado estadual Chico Guarnieri (PRD). A programação incluiu uma apresentação cultural do grupo de dança “60+” e uma homenagem à coordenadora Laura Casasus, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido com a terceira idade.

A visita fez parte do programa “Por Dentro do Parlamento” e foi conduzida pelo coordenador José Ival de Souza, que acompanhou os visitantes pelas dependências da Casa de Leis. A iniciativa proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer de perto o funcionamento do Poder Legislativo estadual.

“É uma oportunidade de verem de perto onde são criadas as leis que beneficiam a nossa sociedade e também trazerem as suas demandas de políticas públicas”, afirmou Chico Guarnieri.

O grupo teve a oportunidade de assistir a parte da sessão ordinária, que acontece toda quarta-feira, e vivenciou um momento especial com a apresentação cultural do grupo de dança “60+”, do Centro de Convivência da Pessoa Idosa. Com figurino temático e coreografia inspirada nos anos 1960, os participantes encantaram o público ao som da canção “Let’s Twist”, de Chubby Checker, levando ao plenário uma atmosfera de alegria e descontração.

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Na ocasião, o deputado estadual Chico Guarnieri realizou a entrega de uma Moção de Aplausos à coordenadora Laura Casasus, em reconhecimento ao trabalho que desenvolve junto aos idosos do município de Barra do Bugres.

Ao fazer a homenagem, o parlamentar destacou a dedicação da profissional. “A Laura se dedica com muito amor e carinho aos idosos. Seu trabalho merece o reconhecimento de toda a sociedade”, afirmou. A entrega foi acompanhada por aplausos calorosos dos visitantes, que expressaram gratidão e admiração, inclusive entoando o nome da homenageada em coro.

A visita foi concluída no gabinete do deputado Chico Guarnieri, onde os participantes puderam conhecer a equipe de assessoria e entender melhor o funcionamento interno do trabalho legislativo, incluindo a elaboração de projetos apresentados na Casa de Leis.

Para muitos, foi uma experiência inédita. Jurandina Barbosa, de 69 anos, afirmou que nunca havia visitado a Assembleia Legislativa e considerou a oportunidade um privilégio. Edvaldo Soares, de 66 anos, que já conhecia a antiga sede da ALMT no Centro de Cuiabá, elogiou a iniciativa. “Achei muito interessante e gostei muito de estar aqui hoje. Agradeço ao deputado Chico Guarnieri pelo convite”, declarou.

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Ao final da visita, o parlamentar agradeceu a presença do grupo e destacou a importância de iniciativas como essa. “Essa conexão com os cidadãos é essencial. Precisamos ouvir suas vivências, opiniões e demandas para que possamos construir, juntos, um futuro melhor para todos”, afirmou Chico Guarnieri.

“Quero agradecer por esta oportunidade concedida aos idosos, mas, acima de tudo, pelo reconhecimento a um público que tantas vezes é esquecido. Hoje, estamos ajudando a mudar essa realidade. Obrigada por olhar com sensibilidade para a causa da pessoa idosa, por reconhecer seu valor e por priorizar seus direitos, fortalecendo as políticas públicas voltadas a esse segmento”, afirmou Laura Casasus.

Por Dentro do Parlamento – Programa da ALMT, que há mais de 25 anos apresenta à sede do Poder Legislativo do Estado e as atribuições dos deputados, bem como aproximar cidadãos e seus representantes políticos, por meio de visitas guiadas.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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