Cuiabá

Paula Calil apresenta projeto que proíbe a troca de nomes de vias públicas em Cuiabá

Publicado

27/03/2025
Paula Calil apresenta projeto que proíbe a troca de nomes de vias públicas em Cuiabá
Nathany Gomes – assessoria da Vereadora Paula Calil&nbsp
A presidente da Câmara de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), apresentou o Projeto de Lei nº 3003/2025, que proíbe a alteração dos nomes de vias públicas na capital.
O artigo 1º da proposta acrescenta o inciso III ao artigo 2º da Lei Municipal nº 2554/1998, determinando que ruas, travessas, avenidas e logradouros públicos já nomeados em homenagem a figuras públicas, personalidades históricas ou cidadãos com relevantes serviços prestados à sociedade não possam sofrer modificações.
A iniciativa surge em meio à recente controvérsia sobre a possível mudança do nome da Avenida Mário Palma, na Região Sul, ato considerado desrespeitoso por parte da família do homenageado.
Segundo Paula, o objetivo do projeto é preservar e respeitar as homenagens já concedidas, impedindo que sejam desconsideradas ou substituídas.
“Alterar o nome de uma via pública homenageando alguém é desrespeitar não apenas a memória do homenageado, mas também sua família e seu legado. Essas nomeações são um reconhecimento justo às pessoas que contribuíram para o desenvolvimento estrutural, econômico e social da nossa cidade. Por isso, propus essa medida para garantir que essas homenagens sejam mantidas e protegidas de futuras alterações”, justificou a vereadora.
Aprovação
Na sessão ordinária desta quinta-feira (27), o projeto de lei foi analisado pelo plenário após obter parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). A matéria recebeu 18 votos favoráveis dos vereadores.
Agora, segue os trâmites regimentais da Câmara até a fase final. Caso seja aprovada em definitivo, será encaminhada para sanção do prefeito Abílio Brunini (PL).

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Feira da Agricultura Familiar amplia oportunidades de renda e fortalece venda direta na Praça Alencastro

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A Feira da Agricultura Familiar, Produtiva e Solidária tem consolidado a Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, como ponto de encontro entre produtores rurais e consumidores. Realizada semanalmente às terças-feiras e aos sábados, a iniciativa reúne agricultores de diferentes comunidades da região e amplia as oportunidades de comercialização direta, contribuindo para o aumento da renda das famílias produtoras e para o acesso da população a alimentos frescos, produtos artesanais e opções gastronômicas.

A feira reúne produtores de Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Poconé, Acorizal e Santo Antônio de Leverger. Segundo dados da Secretaria Municipal de Agricultura, cerca de 10 produtores rurais participam regularmente do espaço, além de aproximadamente 20 feirantes dos segmentos de artesanato, doces e outros produtos, e cerca de 10 expositores da área gastronômica. A estimativa é de público superior a mil pessoas por edição e movimentação financeira mensal em torno de R$ 100 mil.

De acordo com o coordenador das feiras da Secretaria Municipal de Agricultura, Luís Alberto Rodrigues Leite, o crescimento da procura pelos produtos da agricultura familiar tem refletido diretamente no desempenho dos expositores.

“Estamos sentindo um resultado muito satisfatório. O público tem buscado cada vez mais os produtos da agricultura familiar, como maxixe, quiabo, jiló, abóbora, mandioca e mamão. Toda essa produção vem diretamente dos produtores rurais das comunidades do entorno de Cuiabá e está tendo uma aceitação muito boa entre os consumidores”, afirmou.

Segundo o coordenador, o bom desempenho também alcança outros segmentos da feira.

“O pessoal do artesanato também vem registrando boas vendas. Na gastronomia, os bolos inteiros e em fatias, além das tortas, têm grande aceitação. O comércio está aquecido e os expositores estão conseguindo bons resultados”, destacou.

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Luís Alberto ressalta ainda que o aumento da participação de feirantes tem gerado a necessidade de ampliar a estrutura disponível na Praça Alencastro.

“Hoje temos uma concentração maior de vendedores e expositores. Estamos buscando mais estrutura para oferecer mais conforto ao público e melhores condições de trabalho para quem participa da feira”, explicou.

Entre os feirantes, a avaliação é de que a mudança da estrutura para a área atual, ao lado da Estação Alencastro, contribuiu para ampliar a visibilidade e o movimento. O produtor José Luís Bueno, que comercializa frutas como banana, ponkan, caqui, manga e goiaba, relata que o novo espaço trouxe resultados positivos.

“Foi uma pequena mudança, mas ampliou bastante. Mudou para mim 100%”, afirmou.

A ampliação da frequência da feira também é apontada como fator importante pelos produtores. João Vicente Rodrigues, que vende temperos, chás, produtos naturais, mel, farinha, café e artesanato produzido pela esposa, destaca que a realização das atividades duas vezes por semana aumentou as oportunidades de venda.

“Antes era uma vez por semana. Agora estamos trabalhando na terça e no sábado, trazendo a mercadoria direto para o consumidor. Está sendo muito bom”, disse.

O produtor Gilson Zarque da Cruz, do Assentamento Pai Joaquim, no Distrito da Guia, também relata impactos positivos. Ele comercializa mandioca, maxixe, jiló, limão, mamão, couve e banana-da-terra.

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“Melhorou muito a renda, muito mesmo”, resumiu.

Além de gerar renda para os agricultores, a feira tem atraído consumidores interessados na procedência dos alimentos e na compra direta de quem produz. A servidora pública Alexandra Silva afirma que a busca por produtos mais naturais foi o que chamou sua atenção.

“Vi o pessoal e quis saber se eram eles mesmos que produziam. Procuro produtos mais saudáveis”, relatou.

Frequentadora assídua da feira, a advogada aposentada Brasília Eni Ataíde destaca a qualidade dos alimentos e o atendimento oferecido pelos expositores.

“Os alimentos são mais saudáveis e o atendimento é muito bom. Gosto de vir para comprar e também para consumir os alimentos preparados aqui”, afirmou.

Para o aposentado João Rodrigues dos Santos, a principal diferença está na qualidade e no frescor dos produtos.

“Aqui você compra produtos mais naturais e a mercadoria é fresca. Toda terça-feira estou aqui”, contou.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avalia que a consolidação da feira demonstra a força da agricultura familiar na economia local e a importância da aproximação entre produtores e consumidores.

“A Feira da Agricultura Familiar tem se fortalecido como um importante canal de comercialização para os pequenos produtores rurais. Quando aproximamos quem produz de quem consome, geramos renda no campo, estimulamos a permanência das famílias na atividade rural e oferecemos à população alimentos frescos e de qualidade. O crescimento da feira mostra que esse modelo beneficia tanto os agricultores quanto os consumidores e fortalece a economia regional”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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