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Pavilhão Brasil na Zona Verde coloca povos e comunidades tradicionais no centro do debate sobre preservação ambiental

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Os povos tradicionais, assim como a preservação de seus territórios, foram tema de três painéis do Pavilhão Brasil da Zona Verde da COP30, na última terça-feira (18/11). Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA), o debate “Povos e Comunidades Tradicionais, Práticas e Saberes na Conservação Ambiental da Amazônia”, no auditório Jandaíra, aprofundou o papel fundamental dos povos e comunidades tradicionais (PCTs) na conservação da Amazônia, destacando a interseção entre seus saberes, a regularização fundiária e políticas públicas de desenvolvimento sustentável. 

A discussão enfatizou que a floresta permanece em pé graças à presença e aos modos de vida dessas populações, posicionando a justiça territorial como pré-requisito para a justiça climática e destacando pautas como reconhecimento e visibilidade, integração de saberes tradicionais e alianças com a sociedade civil.

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, enfatizou a diversidade dos PCTs e a importância da elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, um marco político construído de forma participativa. 

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“O Plano é uma conquista histórica que se transforma em instrumento real de políticas públicas em diferentes áreas: da saúde à educação, da regularização fundiária à conservação ambiental. Ele representa o compromisso de um Brasil que reconhece o papel dos povos e comunidades tradicionais e o conhecimento de quem cultiva a terra, maneja florestas e navega rios”, afirmou a secretária.

O painel também reforçou o papel do programa Bolsa Verde em reconhecer essas populações como conservadoras do meio ambiente. 

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também tratou do tema na mesa “Políticas públicas baseadas em saberes de povos e comunidades tradicionais na proteção social e adaptação de sistemas alimentares e modos de vida”. “Territórios Vivos, Futuros Possíveis: Estratégias Indígenas de Adaptação às Mudanças do Clima” foi a proposta da mesa organizada pelo Ministério dos Povos Indígenas.

Na parte da tarde, um painel promovido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentou um balanço dos resultados do Fundo Amazônia e sua importância na sociobioeconomia amazônica. 

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Já a inovação para a preservação do oceano para os tempos futuros foi tema do debate organizado pela Petrobrás, que reuniu acadêmicos de diferentes universidades federais brasileiras.

Acompanhe aqui a programação completa do Pavilhão Brasil da Zona Verde.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Santa Catarina bate recorde histórico nas exportações de carnes no 1º trimestre de 2026

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Exportações de carnes atingem maior nível da história em SC

Santa Catarina registrou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes no primeiro trimestre de 2026, tanto em volume quanto em faturamento.

De janeiro a março, o estado embarcou 518,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,17 bilhão — crescimento de 4% em volume e de 9,6% em valor na comparação com o mesmo período de 2025.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

Carne suína lidera avanço e amplia participação internacional

A carne suína foi o principal destaque das exportações catarinenses no período. O estado embarcou 182,4 mil toneladas, gerando receita de US$ 454,3 milhões.

Os números representam alta de 4% em volume e de 7,5% em faturamento, configurando também o melhor resultado histórico para um primeiro trimestre.

No cenário nacional, Santa Catarina consolidou sua liderança ao concentrar:

  • 47,8% do volume exportado de carne suína do Brasil
  • 50,1% da receita total do segmento
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Japão impulsiona demanda por carne suína catarinense

O Japão foi o principal destino da carne suína de Santa Catarina, responsável por 31,7% da receita total no período.

O mercado japonês apresentou forte expansão, com aumento de 59,8% no volume embarcado e de 53,7% no faturamento, refletindo o aquecimento da demanda asiática.

Outros destinos relevantes incluem Filipinas e China, que seguem como importantes parceiros comerciais do estado.

Exportações de frango crescem e batem recorde de receita

As exportações de carne de frango também apresentaram desempenho positivo. Foram embarcadas 316,7 mil toneladas, com faturamento de US$ 664,3 milhões.

O resultado representa:

  • Alta de 3,2% em volume
  • Crescimento de 7,7% em receita

O faturamento alcançado é o maior da série histórica para o período, enquanto o volume embarcado figura como o segundo maior já registrado.

Tensões no Oriente Médio impactam embarques em março

Apesar do desempenho geral positivo, houve recuo nas exportações para o Oriente Médio ao longo de março.

Segundo análise da Epagri/Cepa, o movimento está relacionado a tensões geopolíticas na região, que afetaram a logística e elevaram custos operacionais.

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Ainda assim, o crescimento das vendas para mercados como Japão, China e Chile compensou a retração observada naquele destino.

Santa Catarina mantém protagonismo nas exportações brasileiras

No consolidado nacional, Santa Catarina respondeu por:

  • 24,5% da receita das exportações brasileiras de carne de frango
  • 22,3% do volume total embarcado

Os números reforçam a relevância do estado no cenário agroindustrial brasileiro, com destaque para competitividade, sanidade e acesso a mercados internacionais.

Setor segue como pilar do agronegócio catarinense

O desempenho recorde no início de 2026 consolida o setor de carnes como um dos principais motores da economia de Santa Catarina.

A expectativa do mercado é de manutenção do ritmo positivo ao longo do ano, sustentado pela demanda externa aquecida e pela competitividade da produção brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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