Agro News

Pavilhão Brasil na Zona Verde coloca povos e comunidades tradicionais no centro do debate sobre preservação ambiental

Publicado

Os povos tradicionais, assim como a preservação de seus territórios, foram tema de três painéis do Pavilhão Brasil da Zona Verde da COP30, na última terça-feira (18/11). Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA), o debate “Povos e Comunidades Tradicionais, Práticas e Saberes na Conservação Ambiental da Amazônia”, no auditório Jandaíra, aprofundou o papel fundamental dos povos e comunidades tradicionais (PCTs) na conservação da Amazônia, destacando a interseção entre seus saberes, a regularização fundiária e políticas públicas de desenvolvimento sustentável. 

A discussão enfatizou que a floresta permanece em pé graças à presença e aos modos de vida dessas populações, posicionando a justiça territorial como pré-requisito para a justiça climática e destacando pautas como reconhecimento e visibilidade, integração de saberes tradicionais e alianças com a sociedade civil.

A secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, enfatizou a diversidade dos PCTs e a importância da elaboração do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais, um marco político construído de forma participativa. 

Leia mais:  Mercado de carne projeta crescimento e consumo mais seletivo em 2026

“O Plano é uma conquista histórica que se transforma em instrumento real de políticas públicas em diferentes áreas: da saúde à educação, da regularização fundiária à conservação ambiental. Ele representa o compromisso de um Brasil que reconhece o papel dos povos e comunidades tradicionais e o conhecimento de quem cultiva a terra, maneja florestas e navega rios”, afirmou a secretária.

O painel também reforçou o papel do programa Bolsa Verde em reconhecer essas populações como conservadoras do meio ambiente. 

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também tratou do tema na mesa “Políticas públicas baseadas em saberes de povos e comunidades tradicionais na proteção social e adaptação de sistemas alimentares e modos de vida”. “Territórios Vivos, Futuros Possíveis: Estratégias Indígenas de Adaptação às Mudanças do Clima” foi a proposta da mesa organizada pelo Ministério dos Povos Indígenas.

Na parte da tarde, um painel promovido pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), apresentou um balanço dos resultados do Fundo Amazônia e sua importância na sociobioeconomia amazônica. 

Leia mais:  Brasil avança na construção de diretrizes nacionais para regeneração natural assistida

Já a inovação para a preservação do oceano para os tempos futuros foi tema do debate organizado pela Petrobrás, que reuniu acadêmicos de diferentes universidades federais brasileiras.

Acompanhe aqui a programação completa do Pavilhão Brasil da Zona Verde.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

Publicado

A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

Leia mais:  Mercado de carne projeta crescimento e consumo mais seletivo em 2026

Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

Leia mais:  Produtor rural já sente efeitos do clima e adota práticas mais eficientes

Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana