Há muitas formas de chegar a Machu Picchu– se você quiser muito, dá até para fazer uma trilha a pé – mas provavelmente nenhuma é mais confortável do que percorrer o trajeto de trem até Águas Calientes , vilarejo também conhecido como Machu Picchu Pueblo que é base para conhecer o sítio arqueológico.
Seja no vagão mais básico ou investindo alguns milhares de reais na opção de luxo, o trajeto, que leva cerca de três horas e meia saindo de Cusco , garante a chance de ver bonitas paisagens da região andina. E, conforme o pacote escolhido, também permite ter um gostinho da cultura e da gastronomia locais.
Confira as opções de trem entre Cusco e Machu Picchu :
Como são os trens da PeruRail
Para não ter erro na hora de escolher a data, a melhor opção para fazer essa viagem é a PeruRail, a empresa que oferece mais opções de horários diários nesse trecho, com faixas de preço variadas. Há uma outra companhia que também faz o trajeto, mas tem menos alternativas de horário: a IncaRail, cujas opções você pode conferir no site oficial .
Aqui, vamos nos concentrar na PeruRail , que oferece três tipos de viagem: a normal ( Expedition ), a panorâmica ( Vistadome ) e a luxuosa ( Belmond Hiram Bingham , cujo nome homenageia o explorador norte-americano que divulgou o sítio arqueológico em 1911).
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Independentemente da modalidade, todas as viagens duram em torno de 3h30 por trecho, de forma que é possível realizar ida e volta no mesmo dia.
Veja a seguir o preço médio e as diferenças:
Expedition
A categoria mais em conta é uma viagem de trem normal, sem atrações extras além do que se vê pela janela durante o percurso. A operadora destaca que o trem conta com música andina ambiente e tem serviço de venda de comida e bebida a bordo.
Não há acompanhamento de guia e outros custos são pagos à parte, como o deslocamento de Águas Calientes até a cidadela de Machu Picchu e a entrada no sítio arqueológico.
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Os valores de ida e volta saem a partir de US$ 60,30* por pessoa.
Expedition é o trem econômico até Machu Picchu PeruRail/Divulgação
Vistadome
A categoria intermediária garante uma imersão maior nas paisagens andinas pelo caminho. O grande atrativo são os vagões com janelões panorâmicos até o teto para apreciar a paisagem.
O Vistadome também tem assentos mais confortáveis e o valor já inclui a comida consumida a bordo. Há, ainda, apresentações culturais ao vivo durante a viagem e audioguia em espanhol e inglês. O trecho final de Águas Calientes a Machu Picchu e o ingresso à cidadela, porém, devem ser adquiridos à parte.
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Existe também uma opção de upgrade: pagando a mais, é possível fazer a viagem com acesso ao Vistadome Observatory , um vagão com “sacada” para apreciar a paisagem ao ar livre. Esse pacote também permite frequentar um vagão-bar onde são servidos drinks.
Os valores de ida e volta saem a partir de US$ 79,20* por pessoa no Vistadome tradicional, e US$ 121,50* na modalidade Vistadome Observatory .
Vagão do Vistadome Observatory PeruRail/Divulgação
Belmond Hiram Bingham
A categoria mais luxuosa é como viajar na primeira classe de um trem à moda antiga. A experiência começa ainda na estação: o bilhete dá acesso a uma sala VIP com apresentações culturais. Dentro do próprio vagão também há show de música ao vivo e guias que falam espanhol e inglês.
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O trem, assinado pela Belmond, conta com vagão-bar, vagão-restaurante com cardápio gourmet, e um vagão-observatório com sacada, para apreciar as montanhas no lado externo.
Ao contrário das demais opções, o preço contempla ainda o transporte de ida e volta de Águas Calientes até a cidadela de Machu Picchu e o ingresso para o sítio arqueológico. Também está incluso no valor uma parada no hotel cinco-estrelas Sanctuary Lodge, próximo à atração turística, onde os passageiros participam de um coquetel.
A passagem de ida e volta sai a partir de US$ 486*.
Vagões luxuosos do Hiram Bingham recriam a era de ouro das viagens de trem Belmond Hiram Bingham/Divulgação
* Os valores citados se referem à tabela vigente no segundo semestre de 2024, para ida e volta entre a estação Poroy, a mais próxima da cidade de Cusco , e Águas Calientes – já com o desconto de 10% incluído para a compra das duas passagens juntas. Todas as modalidades incluem transporte de bagagem de até 8 kg.
A PeruRail também oferece pacotes com serviço de transfer, por ônibus, entre o aeroporto de Wanchaq e a estação Poroy. Confira todas as opções no site , onde também é possível fazer as reservas.
Atenção à época do ano
Os trens da PeruRail saindo de Cusco operam de maio a dezembro. Há serviços de trem para Águas Calientes o ano todo, mas, nos demais meses, o serviço funciona a partir da estação de Ollantaytambo , no chamado Vale Sagrado dos Incas, a cerca de 60 km a noroeste de Cusco . Como é preciso percorrer a primeira parte do trajeto pela estrada, o trajeto de trem entre Ollantaytambo e Águas Calientes também acaba sendo bem mais curto, de aproximadamente 1h30.
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Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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