¿Uma pesquisa apoiada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), por meio do do edital Pesquisa e Inovação na Escola (PIE) 2023, se tornou um almanaque, que foi publicado nesta semana. O documento apresenta de forma acessível informações e análises históricas e sociológicas do Vale do Araguaia, abordando a trajetória da Expedição Roncador-Xingu e da Fundação Brasil Central, ao longo dos anos de 1943 a 1967.
A pesquisa foi coordenada pelo professor de História, Luiz Gabriel de Souza Nogueira, com a participação das alunas Lara Beatriz Souza Vieira, Rafaella Vitória Alves dos Santos e Thaynara Lopes Tomé, estudantes da Escola Estadual Militar Tiradentes 3º Sgt. PM Justino Pinheiro dos Santos, da cidade de Água Boa.
Em forma de e-book, a pesquisa já está disponível de forma gratuita. Para ter acesso, basta preencher um formulário online clicando aqui.
O professor Luiz Gabriel, supervisor do projeto, explicou que a iniciativa busca tornar pública uma história pouco conhecida pela maioria dos mato-grossenses.
“Pensei em elaborarmos este material como forma de apoiar o estudo de história regional nas escolas, principalmente aqui da região Vale do Araguaia. É um tema que possui algumas pesquisas acadêmicas, mas ainda é pouco analisado por historiadores. Assim, com este almanaque, ajudaríamos professores e alunos a estudarem o tema a partir deste livro”, contou o professor.
Ao longo da pesquisa, as alunas ajudaram com o levantamento bibliográfico, leitura e discussão das obras, viagens de pesquisa e entrevistas de fontes orais com pioneiros que participaram deste processo histórico. Ao final, o professor Luiz Gabriel redigiu o texto e o professor parceiro José Augusto dos Santos Moraes realizou a diagramação e edição do Almanaque.
Pesquisa e Inovação na Escola (PIE)
As inscrições para a 4ª edição do PIE já estão abertas. Professores e alunos da Rede Estadual podem receber bolsas de até R$ 11 mil em auxílio para projetos de pesquisa científica nas escolas. Além das bolsas, até R$ 15 mil reais poderão ser destinados à compra de equipamentos e materiais de custeio.
O programa irá financiar 100 projetos. Um investimento de R$ 2,6 milhões, oriundos da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso.
As inscrições seguem até o dia 14 de março. Para mais informações, confira o edital completo clicando aqui.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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