Agro News

Petrobras retoma produção de fertilizantes e reduz risco de desabastecimento em meio a novas tensões no Oriente Médio

Publicado

Com a retomada da produção de fertilizantes nitrogenados, a Petrobras voltou a abastecer diversos estados brasileiros, fortalecendo a segurança de suprimento nacional em um momento de instabilidade geopolítica no Oriente Médio.

As unidades da Bahia e de Sergipe, que estavam paralisadas desde 2023, voltaram a operar e já atingem 90% da capacidade produtiva, segundo comunicado da empresa à Reuters. Juntas, essas plantas respondem por 12% da demanda nacional de ureia, um insumo essencial para o agronegócio brasileiro.

A venda de ureia vem sendo realizada tanto a granel quanto em “big bags”, atendendo clientes da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Já a amônia é destinada principalmente ao polo petroquímico de Camaçari (BA) e a indústrias da região.

Produção nacional ajuda a reduzir dependência externa

De acordo com o analista Tomás Pernias, da StoneX, o aumento da produção interna de ureia contribui para reduzir a vulnerabilidade do Brasil frente a choques externos e oscilações do mercado global.

“A elevação da oferta nacional ajuda a amortecer eventuais choques e traz mais segurança ao mercado de fertilizantes, ainda muito dependente das importações”, afirmou Pernias.

Mesmo assim, o especialista destaca que o país continuará dependente do comércio internacional, já que mais de 80% da ureia consumida ainda vem do exterior.

Leia mais:  Frete rodoviário inicia 2026 em alta e atinge média de R$ 7,61 por km, aponta Edenred Repom
Conflito no Oriente Médio eleva incertezas no comércio global

A reativação das fábricas ocorre em um momento de tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, o que ameaça os fluxos comerciais de fertilizantes e pode pressionar os preços internacionais.

Em 2025, o Brasil importou cerca de 7,7 milhões de toneladas de ureia, sendo 2% provenientes do Irã. No entanto, quando somados os volumes do Oriente Médio — incluindo Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein — o total alcançou 2,7 milhões de toneladas, o equivalente a 35% da demanda externa.

Setor agropecuário enfrenta cenário desafiador

Para Jeferson Souza, analista da Agrinvest Commodities, o atual contexto é mais difícil do que o enfrentado durante a guerra na Ucrânia.

“O poder de compra do produtor já estava enfraquecido antes do conflito, devido à relação de troca desfavorável entre o milho e os fertilizantes. Agora, o cenário ficou ainda mais desafiador”, afirmou.

Unidades de Sergipe e Bahia operam próximas da capacidade máxima

A fábrica de Sergipe retomou as operações em dezembro de 2025, alcançando 90% da capacidade, com produção diária de 1.250 toneladas de amônia e 1.800 toneladas de ureia.

Na Bahia, a planta reativada em janeiro de 2026 já supera 95% da capacidade de produção, com cerca de 1.300 toneladas diárias de ureia.

Leia mais:  Goiás Lança Fundo de R$ 800 milhões para Impulsionar Agroindústrias, Energia e Mineração

Segundo a Petrobras, a reabertura dessas unidades atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a redução da dependência externa de insumos agrícolas.

Planos futuros ampliam participação da Petrobras no setor de fertilizantes

A estatal projeta ampliar sua participação na produção nacional para 20% da demanda de ureia com a reativação da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), no Paraná, prevista para o primeiro trimestre de 2026.

Além disso, com a entrada em operação da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-3), em Três Lagoas (MS), o objetivo é atingir 35% da demanda nacional nos próximos anos.

A Ansa já iniciou concurso público para 126 vagas, reforçando o quadro de funcionários e preparando o retorno das atividades. A unidade tem capacidade anual de 720 mil toneladas de ureia e 475 mil toneladas de amônia.

Quanto à UFN-3, o projeto está em fase de contratação para conclusão da fábrica, com aprovação final de investimentos prevista para o primeiro semestre de 2026, o que permitirá retomar as obras ainda neste ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

MMA e Funasa anunciam acordo para fortalecer ações de educação ambiental

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) anunciaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para ampliar a atuação conjunta na promoção da educação ambiental e da saúde ambiental. A iniciativa prevê o compartilhamento de conhecimentos, metodologias e dados técnicos, além do desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos voltados ao bem-estar socioambiental da população.

O anúncio da parceria foi feito pelo diretor do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Marcos Sorrentino, durante o 1º Encontro Educação em Pauta, promovido pela Funasa, na última sexta-feira (26/6), em Brasília. O evento reuniu representantes de instituições públicas para debater o tema “Saúde ambiental de sociedades sustentáveis”.

Na ocasião, Sorrentino destacou a importância da cooperação entre os órgãos públicos para ampliar os resultados das políticas públicas. “Nosso desejo é selar uma parceria duradoura com a Funasa, cumprindo a nossa missão educadora, fortalecendo a saúde dos cidadãos e prestando um tributo à construção de sociedades sustentáveis”, afirmou.

O diretor ressaltou que a ação articulada entre diferentes orgãos é fundamental para fortalecer as ações de educação ambiental. “Precisamos integrar as políticas públicas. Essa cooperação entre nós é muito útil, principalmente para os municípios. Sem parcerias como essa, vamos continuar enxugando gelo”, completou.

Leia mais:  Frete rodoviário inicia 2026 em alta e atinge média de R$ 7,61 por km, aponta Edenred Repom

O diretor do Departamento de Saúde Ambiental da Funasa, Raphael Rolim, também destacou o caráter estratégico da parceria. Segundo ele, a educação é uma ferramenta essencial para promover a saúde ambiental e ampliar os resultados das políticas públicas de saneamento. “A educação tem papel decisivo para a transformação de realidades e para a construção de comunidades mais saudáveis, resilientes e sustentáveis”, ressaltou.

Também participou do encontro o superintendente de Regulação de Saneamento Básico da Agência Nacional de Águas (ANA), Silvano Silvério.

Próximos passos

Como próximo passo, representantes do MMA e da Funasa irão construir um grupo de trabalho responsável por elaborar os termos do Acordo de Cooperação Técnica e definir o plano de execução da parceria. A expectativa é que a cooperação permita ampliar a troca de informações e experiências entre as instituições e impulsione o desenvolvimento de ações integradas de educação ambiental e promoção da saúde ambiental nos municípios brasileiros. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Leia mais:  MBRF investe US$ 70 milhões e amplia complexo industrial no Uruguai com foco em exportação de carne bovina

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana