Policia Federal

PF deflagra operação contra abuso sexual infantojuvenil no Rio de Janeiro

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Rio de Janeiro/RJ. Nesta quarta-feira (22/10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Miopia com o objetivo de reprimir uma organização criminosa voltada para a disseminação de fotos e vídeos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil, no Rio de Janeiro/RJ.

Na ação de hoje, policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva contra o homem investigado por participar ativamente em fóruns da internet que conectavam diversos abusadores sexuais infantis ao redor do mundo. Durante as buscas, na residência do investigado, no bairro de Botafogo/RJ, os policiais apreenderam oito computadores, quatro celulares e dezenas de mídias de armazenamento que serão submetidos à perícia técnica criminal. As investigações foram iniciadas a partir de cooperação policial internacional tendo em vista a transnacionalidade do alcance dos fóruns. 

Acionada para atuar no caso, a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF no Rio de Janeiro cumpriu as medidas de busca e apreensão e prisão preventiva. As investigações seguirão para apurar todos os crimes cometidos pelo suspeito e demais membros da organização criminosa.

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Através da Força-Tarefa de Investigações na DarkWeb, policiais federais apuraram indícios de que, além de atuar ativamente nos fóruns em questão, o investigado também publicou vasta quantidade de conteúdos ilícitos dessa natureza.

O homem responderá pelos crimes de organização criminosa, produção, compartilhamento e armazenamento de arquivos contendo cenas de violência sexual infantojuvenil. Também são investigadas condutas relacionadas aos crimes de aliciamento de criança e estupro de vulnerável.

Embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado em nossa legislação (art. 241-E da Lei nº 8.069, de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente) para definir “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de uma criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”, a comunidade internacional entende que o melhor nessas situações é referir-se a crimes de “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou mesmo “violência sexual de crianças e adolescentes”, pois a nomenclatura ajuda a dar dimensão da violência inflingida nas vítimas desses crimes tão devastadores.
 
Além disso, a Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco.

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É igualmente importante ensinar às crianças e adolescentes como agir diante de contatos inadequados em ambientes virtuais, reforçando que podem e devem procurar ajuda. A prevenção é a maneira mais eficaz de garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes, e a informação continua sendo um instrumento capaz de salvar vidas.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio de Janeiro
[email protected]
(21) 2203-4404

Fonte: Polícia Federal

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Polícia Federal recebe Polícia da Itália para fortalecer cooperação no enfrentamento à criminalidade transnacional

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Brasília/DF. A Polícia Federal, por meio da Diretoria de Cooperação Internacional, recebeu, nesta quarta-feira (22/4), representantes da Polizia di Stato, da Itália, para apresentação do projeto de cooperação internacional denominado “Juntos”.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou do encontro, que teve como objetivo fortalecer a cooperação no enfrentamento à criminalidade transnacional. O projeto tem como beneficiários, além do Brasil, outros países da América Latina.

A iniciativa é gerida pela Polícia Nacional Italiana, em parceria com a IILA (Organização Ítalo-Latino-Americana), com apoio do Ministério das Relações Exteriores da Itália. A ação integra a estratégia de diplomacia de segurança e terá duração de 24 meses, no período de 2026 a 2028.

A comitiva italiana foi chefiada por Stefano Carvelli, diretor de Cooperação Internacional da Polizia di Stato e membro do Comitê Executivo da INTERPOL, acompanhado do Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese. Eles foram recebidos, além do diretor-geral, pelo diretor de Cooperação Internacional, Felipe Seixas, e pela chefe da Divisão de Relações Internacionais, Vanessa Souza.

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Na sequência, foram realizadas duas reuniões técnicas para detalhamento do projeto. A primeira contou com a participação de representantes da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER), da Diretoria de Polícia Administrativa (DPA) e da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DICOR). A segunda reuniu representantes da Diretoria de Ensino da Academia Nacional de Polícia (DIREN/ANP) e da Diretoria de Gestão de Pessoas da Polícia Federal (DGP/PF).

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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