Policia Federal

PF deflagra operação para desarticular organização criminosa especializada em descaminho e lavagem de dinheiro

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Araçatuba/SP. A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (2/9), a Operação Hawala, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por descaminho, evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

20 policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Araçatuba/SP e São Paulo/SP. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal de São Paulo, que também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias dos investigados.

Durante as buscas, foram apreendidos seis celulares, um veículo Mercedes-Benz, um Jeep Compass, uma pistola Taurus, uma espingarda CBC, munições, pen drives, HDs, drones e mercadorias como celulares, relógios, acessórios eletrônicos e perfumes importados. Um homem foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Federal em Araçatuba/SP.

As investigações, iniciadas há cerca de dois anos, revelaram que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada e sócios laranjas para importar mercadorias de forma irregular, principalmente produtos eletrônicos, posteriormente comercializados em plataforma de e-commerce de grande porte. Essa prática gerava elevado volume de capital ilícito.

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O nome da operação, Hawala Digital, faz referência ao antigo sistema informal de transferências financeiras conhecido como Hawala, utilizado pela organização em versão modernizada. Em vez de doleiros convencionais, o grupo contratava operadores para converter os lucros em reais para criptoativos, remetidos ao exterior para o pagamento de fornecedores. Essa modalidade, apelidada de Cripto-Cabo, permitia movimentações transnacionais de grandes quantias de forma rápida, anônima e à margem do sistema financeiro oficial.

As apurações identificaram que uma única empresa operadora do esquema movimentou mais de R$ 1 bilhão em pouco mais de um ano, pulverizando recursos em diversas corretoras de criptoativos. Os investigados poderão responder por associação criminosa, descaminho, sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Setor de Comunicação Social – Polícia Federal em Araçatuba/SP
Tel.: (18) 3117-2353
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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Policia Federal

PF autua clube e empresa de vigilância por irregularidade na segurança de jogo

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Belém/PA. A Polícia Federal autuou, nesta segunda-feira (7/9), clube mandante e a empresa de vigilância contratada para atuar na partida realizada no estádio Mangueirão, em Belém, por inconsistências no plano de segurança apresentado para o evento.

O projeto de segurança para grandes eventos, exigido pelo Estatuto da Segurança Privada, não estava aprovado pela Polícia Federal, após ter sido apresentado de forma incompleta e fora do prazo estabelecido. Além disso, foram identificados vigilantes sem o curso de extensão para atuação em eventos sociais.

Uma equipe da Polícia Federal esteve no estádio antes da partida e realiza fiscalização durante o evento. Caso sejam constatadas outras irregularidades, poderão ser lavradas novas autuações.

As irregularidades encontradas são as mesmas que geraram autuações no domingo, também em jogo de futebol no Mangueirão.

A Polícia Federal é responsável pelo controle e pela fiscalização das empresas e dos profissionais que atuam no setor de segurança privada.

Desde a entrada em vigor do novo Estatuto da Segurança Privada, em setembro de 2024, a Polícia Federal no Pará vem promovendo reuniões, eventos, visitas técnicas e ações de orientação com clubes de futebol, órgãos de segurança e demais envolvidos na realização de grandes eventos.

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Com a entrada em vigor da Instrução Normativa DG/PF nº 340, de 31 de julho de 2026, as irregularidades constatadas durante as fiscalizações passaram a ser objeto de autuação, sujeita às medidas previstas na regulamentação.

Entre as exigências legais está a comunicação à Polícia Federal, com antecedência mínima de 24 horas, dos eventos que contarão com segurança privada, acompanhada de informações sobre os vigilantes empregados e o público estimado. Para eventos sociais com público superior a mil pessoas, também é obrigatória a apresentação de projeto de segurança assinado por gestor de segurança privada, contendo, entre outros itens, análise de risco e plano de contingência.

A presença de profissionais de apoio ou orientadores é permitida, porém esses profissionais não podem exercer atividades exclusivas de vigilantes, como a realização de revista pessoal.

Comunicação Social da PF no Pará
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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