Policia Federal

PF e CGU deflagram operação para aprofundar investigações sobre desvio de recursos públicos destinados à saúde

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Campinas/SP. A Polícia Federal, em ação integrada com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou, nesta terça-feira (3.dez), a Operação Quarto Elemento, para aprofundar investigação sobre desvios de recursos públicos direcionados à Saúde por meio de contratos firmados por organização social contratada pelo município de São João da Boa Vista.

Na data de hoje estão sendo empregados mais de 70 servidores, entre policiais federais e auditores da CGU para o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, direcionados a pessoas físicas e jurídicas investigadas e com endereços nas cidades de Barretos (2), Bragança Paulista (1), Franco da Rocha (1), Mairiporã (1), Mogi das Cruzes (1), Santo André (1), São Bernardo do Campo (2), São João da Boa Vista (2), São Paulo, Capital (1) e Sorocaba (1), todas no estado de São Paulo.

A investigação tem por objetivo apurar práticas ilegais envolvendo a gestão de recursos públicos na execução de convênio, celebrado em abril de 2022, entre a Prefeitura Municipal de São João da Boa Vista e uma organização social (entidade de direito privado sem fins lucrativos, constituída para prestar serviços de natureza social) para a gestão de unidades de saúde, cujos repasses passaram de cinquenta milhões de reais, sendo R$ 14 milhões de reais em recursos federais.

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Durante a investigação, a Polícia Federal e a Controladoria Geral da União, em um trabalho minucioso e colaborativo, colheram indícios de desvios de recursos públicos por meio da subcontratação de empresas supostamente fornecedoras de produtos e serviços à organização social.

Também foram constatadas transferências de elevados valores das contas da organização social e das empresas subcontratadas para contas correntes do principal investigado, de seus familiares e de pessoas sob sua forte influência, as quais figuram ora como sócios, ora como empregados, ora como gestores dessas empresas subcontratadas ou da principal organização social investigada.

A investigação, além da busca por provas do desvio, visa ainda apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas à aquisição e emplacamento de veículos de luxo e aquisição de imóveis de alto padrão em nome de pessoas integrantes do núcleo familiar do líder da organização.

Além, dos mandados de busca e apreensão, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou:

a) o sequestro de bens e bloqueio de valores no montante de R$ 20 milhões contra pessoas físicas e jurídicas investigadas;

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b) prisão temporária do principal investigado, o qual, segundo apurado, reside em Portugal, com elevado padrão de vida e ostentação nas redes sociais. Os investigados, de acordo com suas condutas, poderão responder pelos crimes de organização criminosa, peculato e ocultação de capitais (lavagem de dinheiro), cujas penas somadas passam de 35 anos de prisão, além de diversos outros já constatados durante a investigação.

Comunicação Social da Delegacia de Polícia Federal em Campinas
Telefone (19) 3345-2260

Fonte: Polícia Federal

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PF atua em cooperação com instituições policiais de outros países

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Brasília/DF. A Polícia Federal participa, nesta segunda-feira (7/9), do Dia Internacional da Cooperação Policial das Nações Unidas, data que destaca a importância da atuação conjunta entre instituições policiais de diferentes países no enfrentamento à criminalidade transnacional.

A criminalidade ultrapassa fronteiras e exige mecanismos de cooperação entre as forças policiais. Organizações criminosas movimentam pessoas, recursos e bens ilícitos entre diferentes países, enquanto criminosos procurados pela Justiça podem utilizar deslocamentos internacionais para dificultar sua localização.

Nesse contexto, a cooperação policial internacional permite o compartilhamento de informações e o apoio conjunto em investigações e ações policiais, inclusive para localizar foragidos, identificar vítimas e pessoas desaparecidas, recuperar bens e combater organizações criminosas e crimes praticados no ambiente digital.

A Organização Internacional de Polícia Criminal (INTERPOL) reúne instituições policiais de 196 países e disponibiliza mecanismos para o intercâmbio de informações e a cooperação entre forças policiais. Entre esses mecanismos está a difusão vermelha (Red Notice), utilizada para solicitar a localização e a prisão provisória de pessoas procuradas pela Justiça de um país, com vistas à extradição ou a outros procedimentos legais.

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A cooperação também contribui para a proteção de pessoas vulneráveis e o apoio às vítimas, além de permitir que informações relacionadas a crimes praticados em diferentes países sejam compartilhadas entre as instituições responsáveis pela aplicação da lei.

Por meio da cooperação internacional, policiais e especialistas de diferentes países podem compartilhar informações, apoiar investigações e coordenar ações com instituições parceiras, de acordo com as legislações e os procedimentos de cada país.

O Dia Internacional da Cooperação Policial das Nações Unidas, celebrado em 7 de setembro, chama atenção para a importância desse trabalho conjunto diante de ameaças que afetam comunidades em diferentes partes do mundo.

Coordenação-Geral de Comunicação Social
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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