Agro News

PIB regional do Brasil desacelera em 2026, mas agronegócio segue impulsionando crescimento no Centro-Oeste e Norte

Publicado

O agronegócio continuará sendo um dos principais motores da economia brasileira em 2026, mesmo após o ciclo de supersafras registrado nos últimos anos. É o que revela o novo relatório Brasil – Cenário Regional | Junho de 2026, elaborado pela equipe de Macroeconomia do Santander, que projeta desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) nas cinco regiões do país, mas mantém perspectivas positivas para a atividade econômica.

Segundo o estudo, o desempenho excepcional da agropecuária em 2025 — impulsionado por uma safra recorde de grãos — elevou o crescimento econômico principalmente no Centro-Oeste, Sul e Nordeste. Em 2026, entretanto, a economia deve perder parte desse impulso devido à elevada base de comparação, embora a produção agrícola permaneça em patamares historicamente elevados.

Agronegócio continua sustentando a economia brasileira

O levantamento destaca que o setor agropecuário segue exercendo forte influência sobre toda a cadeia produtiva nacional, beneficiando também a indústria, o comércio e os serviços.

Mesmo com uma desaceleração natural após dois anos de forte expansão, o agronegócio continuará garantindo crescimento econômico em diversas regiões, especialmente onde a produção de grãos possui maior participação na economia.

O relatório também ressalta que o mercado de trabalho aquecido continuará funcionando como importante fator de sustentação da demanda interna, reduzindo os impactos provocados pelos juros elevados.

Centro-Oeste permanece como principal destaque do país

A região Centro-Oeste deverá continuar apresentando um dos melhores desempenhos econômicos do Brasil.

Estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul seguem beneficiados pela elevada produção de soja, milho e outras commodities agrícolas, enquanto Goiás mantém crescimento consistente apoiado tanto no agronegócio quanto na expansão do varejo e dos serviços.

Segundo os economistas do Santander, a desaceleração prevista para 2026 não representa perda estrutural de competitividade, mas sim um ajuste esperado após dois anos consecutivos de safras recordes.

Leia mais:  Inspeção a Produtos de Origem Animal implantado em Mato Grosso

Além da agropecuária, a indústria regional continua recebendo os efeitos positivos da produção agrícola, fortalecendo segmentos ligados ao processamento de alimentos, logística, armazenagem e biocombustíveis.

Norte deve liderar crescimento econômico

Entre todas as regiões brasileiras, o Norte aparece como a principal aposta para liderar o crescimento do PIB nos próximos anos.

O avanço da fronteira agrícola, aliado ao desempenho das commodities minerais e ao fortalecimento do mercado de trabalho, deve manter a região acima da média nacional.

Estados como Pará, Amazonas, Acre e Roraima apresentam perspectivas favoráveis, embora o relatório destaque comportamentos distintos entre indústria, comércio e serviços em cada estado.

Sudeste cresce próximo da média nacional

O Sudeste deverá continuar acompanhando o desempenho médio da economia brasileira.

Por concentrar a maior parte do setor de serviços do país, a região apresenta menor dependência das oscilações da agropecuária em comparação ao Centro-Oeste e ao Sul.

Ainda assim, Minas Gerais permanece como um dos destaques nacionais dentro do agronegócio, enquanto Espírito Santo e Rio de Janeiro seguem impulsionados pela indústria extrativa.

Já São Paulo tende a sentir de forma mais intensa os efeitos das condições financeiras restritivas sobre a indústria de transformação.

Sul mantém força, mas perde ritmo após supersafra

Após registrar forte recuperação com a safra recorde de 2025 e superar os impactos climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul em 2024, a região Sul deverá apresentar crescimento mais moderado.

Santa Catarina e Paraná continuam liderando o desempenho regional, enquanto o Rio Grande do Sul mantém trajetória de recuperação econômica.

O estudo observa que a agropecuária seguirá sendo determinante para o desempenho da região, embora sujeita às oscilações climáticas.

Nordeste mantém expansão gradual

O Nordeste deverá continuar crescendo acima dos padrões observados na década passada, mesmo diante da desaceleração esperada para 2026 e 2027.

Leia mais:  Mato Grosso registra recorde histórico nas exportações de carne bovina em 2025, aponta Imea

A expansão da fronteira agrícola, especialmente na produção de grãos do Matopiba, contribui para fortalecer o agronegócio regional, enquanto o setor de serviços continua sendo o principal componente da economia nordestina.

A indústria também demonstra resiliência, apesar do ambiente de juros elevados.

Serviços continuam sendo pilar da economia

Além do agronegócio, o setor de serviços permanece como o principal responsável pela sustentação da atividade econômica brasileira.

O Santander destaca que o varejo iniciou 2026 em ritmo positivo, favorecido pelo aumento da renda, pelo mercado de trabalho aquecido e pelos estímulos fiscais implementados recentemente.

Embora o crescimento dos serviços deva desacelerar gradualmente, todas as regiões brasileiras continuam apresentando expansão positiva do setor.

El Niño surge como principal fator de risco

Entre os riscos monitorados pelos economistas está a possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño.

Caso o fenômeno climático se confirme nos próximos meses, poderá afetar o desempenho das safras de 2027, especialmente nas principais regiões produtoras de grãos, alterando o ritmo de crescimento da agropecuária e, consequentemente, da economia brasileira.

Perspectiva para os próximos anos

O relatório conclui que, apesar do ambiente de política monetária ainda restritiva, a economia brasileira deverá continuar crescendo em todas as regiões entre 2026 e 2027.

O agronegócio continuará sendo o principal vetor de expansão econômica, especialmente no Centro-Oeste e no Norte, enquanto serviços e mercado de trabalho seguem garantindo resiliência ao PIB nacional.

A combinação entre produção agrícola elevada, fortalecimento do consumo interno e desempenho positivo de setores ligados às commodities deve continuar sustentando o crescimento da economia brasileira, ainda que em ritmo mais moderado do que o observado durante o ciclo de supersafras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Governo do Brasil celebra a Pesca Artesanal

Publicado

Ao celebrar nesta quarta-feira (01) os avanços da Pesca Artesanal, em Brasília, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas regiões, mestres das comunidades pesqueiras, assim como representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), do Fórum Nacional da Pesca Artesanal (FNPA) e da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA).

“Hoje é um dia de muita alegria pois estou tendo a chance de falar para um grupo tão diverso que representa a pesca artesanal do nosso país, reunindo grandes lideranças aqui. Estamos celebrando a Semana Nacional da Pesca Artesanal, sancionada em maio deste ano, pelo presidente Lula, que percebeu que 1,7 milhão de pescadores precisavam ter mais visibilidade”, ressaltou o ministro Edipo Araujo.

Com apresentações artísticas culturais potiguara e paraense, no evento foram entregues certificados e anunciadas políticas públicas. Foi um momento de reconhecer homens e mulheres que mantêm viva essa tradição e reafirmar o compromisso do governo federal com o fortalecimento da pesca artesanal.

Leia mais:  Inspeção a Produtos de Origem Animal implantado em Mato Grosso

“É muito bom estar em um momento tão importante como este, que celebra a Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal, e poder ver aqui tantos representantes beneficiados por programas que foram construídos com muito carinho e competência pelos amigos que trabalham na Secretaria Nacional da Pesca Artesanal”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

Pesca Artesanal
Pesca Artesanal

O edital Culturas Pesqueiras Artesanais do Brasil, realizado em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), selecionou para premiação 60 projetos culturais, 4 intelectuais da pesca e 50 mestres e mestras. Entre eles, estava Kivia Lima, premiada na categoria “Gastronomia e culturas alimentares vinculadas ao mundo da pesca artesanal”, que relatou estar muito feliz com este reconhecimento “é a realização de um sonho, estar aqui e ver que somos reconhecidas pela nossa dedicação e saber que com este prêmio poderemos ampliar o alcance das nossas oficinas nas aldeias”.

Além das entregas do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Programa Mais Saúde para os Povos das Águas, edital do Fortalecimento Produtivo, Projeto Ângelas Pescadores, Projeto de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAE – Pesqueiro), Programa Nacional de Regularização de Embarcações de Pesca (PROPESC), Selo da Pesca Artesanal, Novo Acordo do Rio Doce, também foi realizada a assinatura da portaria que institui o Plano Nacional da Pesca Artesanal.

Leia mais:  52 representantes do agronegócio brasileiro são premiados com o Selo Agro Mais Integridade

Valorização dos trabalhadores

A Semana Nacional de Promoção da Pesca Artesanal foi instituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Lei nº 15.414, de 21 de maio de 2026. A data será celebrada, anualmente, na semana em que recair o dia 29 de junho. A lei visa valorizar o trabalho de pescadores e pescadoras da pesca artesanal no país.

Élen Gorski

Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana