Os roncos dos motores dos carros das equipes que disputarão a BRB Stock Car Pro Series já começam a ser ouvidos no Autódromo Internacional do Estado de Mato Grosso, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá. Pilotos e dirigentes da organização iniciaram a programação nesta quarta-feira (12.11). Eles elogiaram a qualidade da pista mato-grossense e compararam a estrutura a grandes empreendimentos internacionais.
Ex-piloto da Fórmula 1, Rubens Barrichello, que compete pela equipe Cavaleiro/Full Time, da Toyota Corolla, afirmou que está ansioso para disputar, pela primeira vez, na capital mato-grossense.
“Estar aqui em Cuiabá é um grande prazer. Já vi que os demais pilotos estão superanimados e contando as horas para os carros entrarem nesta nova pista. Estamos vendo que a estrutura veio para ficar e que vai ser um grande autódromo”, apontou.
O piloto Ricardo Zonta, também ex-piloto da Fórmula 1 e da equipe RCM Motorsport, da Mitsubishi Eclipse Cross, comparou a pista do autódromo mato-grossense com outras de nível internacional. “Vimos o tamanho do empreendimento, da estrutura e da qualidade do asfalto. É coisa de estrutura internacional”, disse.
Além da Stock Car, o Autódromo do Estado de Mato Grosso também receberá os campeonatos nas categorias TCR South America Banco BRB, TCR Brasil Banco BRB e Turismo Nacional.
As corridas vão inaugurar oficialmente a pista do autódromo do Parque Novo Mato Grosso, que tem 4,5 mil metros de extensão, 13 curvas e duas retas, sendo uma com 670 metros e outra de 750.
O traçado da pista seguiu as normas esportivas e de segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), as duas entidades mundiais do esporte a motor, atendendo, assim, também aos parâmetros das Confederações Brasileiras de Automobilismo e de Motociclismo (CBA e CBM).
Líder da temporada 2025 da Stock Car, o piloto Felipe Fraga também elogiou a estrutura de iluminação da pista, que vai permitir que as corridas sejam realizadas, pela primeira vez na competição brasileira, de forma noturna. Ele é da equipe Eurofarma RC, também da Mitsubishi Eclipse Cross.
“Fiquei impressionado com a iluminação desta pista, mas impressionado mesmo. Já corri em outros países que também colocam muitos recursos, e fiquei em choque com a iluminação daqui. Para falar a verdade, eu não esperava essa estrutura”, afirmou.
A estrutura de iluminação do autódromo mato-grossense conta com 128 torres metálicas e um total de 768 refletores.
“Foi um trabalho muito bacana do Governo de Mato Grosso, que fez esse investimento nesse autódromo e nesse parque. As luminárias são de primeiríssimo mundo, com muita qualidade. Quando forem acesas, ficará muito próxima à pista de Singapura”, avaliou Eduardo Brunoro, vice-presidente da Vicar, empresa promotora da Stock Car e demais categorias do automobilismo no Brasil.
A expectativa é que a Stock Car possa reunir mais de 27 mil espectadores no sábado (15 de novembro), quando acontecem as provas finais no Parque Novo Mato Grosso, que está sendo construído pelo Governo de Mato Grosso para ser o maior espaço multieventos da América Latina. Os ingressos foram distribuídos pela Vicar sem ônus para o Estado, que realizou dois sorteios para a população assistir, de forma gratuita, as corridas.
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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