Mato Grosso

Pioneiro de Brasnorte, eleitor de 101 anos faz biometria para votar em 2026

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Lúcido, gozando de boa saúde e em pleno exercício da cidadania. Essa foi a impressão causada pelo sitiante aposentado Manoel Inácio Nunes, de 101 anos, catarinense de nascimento, mas mato-grossense de coração. Ele procurou o cartório da 56ª Zona Eleitoral, com sede em Brasnorte (a 589 km de Cuiabá), nesta quarta-feira (5) pela manhã, acompanhado da filha, a autônoma Maurina Nunes Ferreira, de 57 anos, para fazer o cadastramento biométrico. 

“Eu sempre trabalhei e votei e, por mim, continuaria trabalhando e votando, não fosse o problema na vista”, afirma o eleitor experiente, que apesar de ser uma pessoa de vida ativa e ter condição física, foi acometido pela baixa visão em virtude do glaucoma. Ele é um dos primeiros moradores de Brasnorte, estava sem votar desde 2002, quando tinha 78 anos. A coleta biométrica já garante a ele o direito de votar em 2026, mesmo sem ser obrigado. É que pela legislação brasileira, o voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos e menos de 18 anos. 

“Não fosse por isso, estaria votando e trabalhando. A gente sabe que se ele estivesse com a visão em ordem não ficaria parado. Por isso a gente deixa que votar ou não seja uma escolha dele”, conta Maurina, que se mudou de Vilhena, em Rondônia, para Brasnorte, especialmente para viver e cuidar do pai. O homem centenário é um dos pioneiros da cidade, tendo exercido atividades com serraria e pousada no município. Manoel é pai de 11 filhos, dos quais três são falecidos. 

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“É um privilégio atender uma pessoa com a história e a postura do senhor Manoel. Ele tem o direito, mas não tem a obrigação de votar e, mesmo assim, veio aqui regularizar a situação. Que ele possa ser uma inspiração para muitos jovens eleitores que ainda não fizeram o alistamento eleitoral ou aqueles que não fizeram a biometria”, disse a servidora do cartório da 56ª Zona Eleitoral, Leane Maria Wagner.

Pioneiro de Brasnorte, eleitor de 101 anos faz biometria para votar em 2026 2

O cartório eleitoral oferece todos os serviços da Justiça Eleitoral como o cadastramento biométrico, alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral. Para ser atendido, basta apresentar um documento oficial com foto, físico ou digital. O eleitor ou a eleitora deixa o local com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título de eleitor digital (com foto), por meio do aplicativo e-Título. 

Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada. 

O cartório eleitoral de Brasnorte funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30 e está localizado na Rua Cáceres, 350, Centro, 78350-000. 

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Panorama eleitoral 

Em Brasnorte, o índice de cobertura biométrica é de 74,80%, o equivalente a um eleitorado de 9.189, dentro de um universo de 102.284 pessoas aptas a votar no município. Ainda faltam fazer o cadastramento biométrico de um público 3.095 pessoas, o correspondente a 25,20%.  

Biometria 

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação. 

A biometria eleitoral representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade de cadastros, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Jornalista: Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra um homem idoso de pele clara e cabelos grisalhos, vestindo uma camisa social clara, sentado e olhando para a frente. Ele está posicionado em frente a um equipamento com lentes e luzes, que parece ser usado para captação de imagem ou dados biométricos. Uma mulher sorridente, com óculos e uma blusa colorida, está à esquerda dele, possivelmente auxiliando no processo.

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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