Mato Grosso

Plano prevê aquisição de aeronave, reforço do efetivo e intensificação das ações

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) reforçou o Plano de Operações da Temporada de Incêndios Florestais (POTIF) para 2026. A previsão é a aquisição de uma nova aeronave, a ampliação do efetivo operacional e a intensificação de ações e programas estratégicos para enfrentar o período de estiagem no Estado.

De acordo com o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, a estratégia foi elaborada com base nos resultados alcançados em 2025 e nos prognósticos climáticos para 2026. “A maior preocupação é que vamos ter influência do El Niño, que traz uma condição de ondas de calor, baixíssima umidade e fortes ventos. Tudo isso favorece a evolução de grandes incêndios. Eles começam pequenos, mas, nessas condições atmosféricas, incêndios de pequena proporção podem se transformar rapidamente em grandes incêndios. É nesse cenário que realizamos nosso planejamento”, comentou.

Por isso, segundo o comandante, estão sendo feitos investimentos em estrutura, equipamentos, tecnologia e capacitação do efetivo, com o objetivo de ampliar a capacidade de resposta das equipes e garantir maior agilidade e eficiência no combate aos incêndios florestais em todas as regiões do Estado. “Esse grande investimento que o Governo do Estado faz nas instituições, não só no Corpo de Bombeiros Militar, mas em todos os órgãos que participam desse trabalho, contribui para fortalecer as ações de enfrentamento aos incêndios, especialmente na capacidade de resposta mais rápida”, disse.

Resposta operacional

Dentre as aquisições a serem realizadas está a de uma aeronave do tipo helicóptero, modelo aeromédico, com capacidade para combate a incêndios e embarque mínimo de cinco passageiros, além de dois pilotos, no montante de R$ 32 milhões. O contrato foi acionado nesta segunda-feira (25.5), durante o lançamento do Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e aos Incêndios Florestais.

Além da aeronave, também está previsto o emprego do veículo anfíbio SHERP, adquirido para garantir o deslocamento em áreas de difícil acesso e atravessar ambientes intransitáveis. Também está previsto, nesta fase de resposta operacional, um reforço significativo da estrutura operacional. Serão mobilizados diariamente um efetivo de 483 bombeiros militares nos Instrumentos de Resposta Temporária (IRTs), além da contratação de 150 brigadistas estaduais e da mobilização de 72 brigadistas municipais, com apoio da Força Nacional de Segurança Pública.

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O plano prevê, ainda, a locação de 80 viaturas e o emprego de 28 máquinas para reforçar as ações operacionais. Na aviação, serão utilizadas duas aeronaves Air Tractor do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM), outras quatro aeronaves da Defesa Civil Estadual e um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), ampliando a capacidade de resposta às ocorrências.

Ao todo, a estrutura operacional contará com 109 instrumentos de resposta, entre brigadas estaduais e municipais mistas, bases descentralizadas, equipes de aviação e grupos de intervenção e apoio operacional. Além disso, o planejamento prevê ações de responsabilização, com equipes integradas de fiscalização e perícia, além de operações voltadas ao resgate da fauna silvestre atingida pelos incêndios.

O POTIF contempla também a construção e a manutenção de aceiros em pontos estratégicos, em parceria com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). A previsão é da implantação de cerca de 1,5 mil quilômetros de aceiros em diferentes regiões do Estado, com o objetivo de reduzir o acúmulo de material combustível às margens das rodovias estaduais e dificultar a propagação do fogo.

Como medida complementar, também serão intensificadas as ações de queima prescrita em áreas previamente definidas, como forma de reduzir o acúmulo de biomassa antes do período mais crítico da estiagem e, consequentemente, minimizar o risco de grandes incêndios florestais. Duas operações já foram realizadas às margens da MT-351, conhecida como Estrada do Manso, e na Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada dos Guimarães, na região do Mirante do Centro Geodésico da América do Sul.

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Tecnologia e pesquisa

Já na área de inovação, o POTIF também prevê investimentos em tecnologia e pesquisa, incluindo o uso da plataforma de gestão de incêndios, que reunirá ferramentas de sensoriamento, estatísticas, meteorologia e Sistema de Comando de Incidentes. Também está prevista a implementação do Centro de Pesquisa Aplicada aos Incêndios Florestais de Mato Grosso.

O centro terá como objetivo ampliar a capacidade de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o território mato-grossense. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 2 milhões, via Ministério Público do Estado.

Programas e projetos

Entre as principais iniciativas em relação a programas e projetos está o “Municípios Resilientes”, voltado ao fortalecimento da capacidade local de prevenção e resposta aos incêndios florestais. O programa oferece apoio à elaboração de planos operacionais municipais, suporte para a aquisição de equipamentos e à estruturação de brigadas.

A ação atenderá diretamente 12 municípios mato-grossenses: Barão de Melgaço, Cláudia, Feliz Natal, Bom Jesus do Araguaia, Querência, Mirassol D’Oeste, Conquista D’Oeste, Vila Bela da Santíssima Trindade, Juína, Juara, Nova Bandeirantes e Marcelândia.

Outra frente estratégica prevista no POTIF é o fortalecimento do projeto “Aldeia Verde”, destinado ao apoio às comunidades indígenas por meio de capacitações, suporte operacional e incentivo a práticas preventivas e de combate aos incêndios florestais. O programa também prevê premiações para as terras indígenas que apresentarem maior redução nos indicadores de fogo.

A iniciativa busca ampliar a atuação preventiva dentro dessas regiões, que correspondem, atualmente, a cerca de 21% do território de Mato Grosso e concentram parte significativa dos focos de incêndio registrados no Estado.

Já na área da educação ambiental, o projeto Sentinelas do Amanhã, desenvolvido junto a professores e alunos, também será reforçado neste ano. O objetivo da iniciativa é estimular a conscientização de crianças e adolescentes sobre a importância da educação ambiental e da conservação dos recursos naturais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Após faturar R$ 305 mil em feira nacional, MT abre seleção para Fenearte

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O artesanato mato-grossense fechou a participação no 22º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, em São Paulo, com mais de R$ 305 mil em vendas e mais de 2 mil peças comercializadas. Agora, o Governo de Mato Grosso abriu novo edital para selecionar os artesãos que irão representar o Estado na 26ª edição da Fenearte, considerada a maior feira de artesanato da América Latina.

O chamamento público prevê a seleção de 10 artesãos, mestres artesãos, associações, cooperativas e grupos de produção artesanal para participar da feira, que será realizada entre os dias 8 e 19 de julho de 2026, em Olinda (PE). As inscrições seguem abertas até o dia 29 de maio.

O edital foi publicado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), por meio da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), e contempla vagas específicas para mestre artesão, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e entidades representativas do setor.

“Participar da Fenearte é muito mais do que vender peças. É colocar o artesanato mato-grossense em uma das maiores vitrines da América Latina, mostrando nossa identidade cultural, nossas tradições e a força econômica que existe por trás desse trabalho. Essas feiras abrem mercado, geram renda e permitem que os artesãos levem o nome de Mato Grosso para compradores de todo o país e até do exterior”, comentou a coordenadora da Artesanato da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Lourdes Sampaio.

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A abertura da seleção ocorre logo após Mato Grosso registrar um dos maiores faturamentos já alcançados pelo artesanato estadual em feiras nacionais. Segundo relatório da Coordenadoria do Artesanato da Sedec, os 11 artesãos que participaram do Salão do Artesanato, em São Paulo, realizado de 13 a 17 de maio, comercializaram mais de 2 mil peças, movimentando R$ 305.768 em negócios.

As peças expostas chamaram atenção pela diversidade de matérias-primas e referências culturais, incluindo trabalhos produzidos em madeira, argila, sementes, fios, tecidos e artesanato indígena.

O artesanato indígena de Mato Grosso, inclusive, foi um dos destaques da feira nacional realizada no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera. A delegação reuniu artesãos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.

O apoio institucional foi apontado pelos próprios artesãos como fundamental para viabilizar a participação nas feiras nacionais, já que os custos logísticos normalmente inviabilizam a presença individual em grandes eventos do setor.

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Conforme o edital, o Governo Federal disponibiliza o espaço expositivo por meio do Programa do Artesanato Brasileiro, enquanto o Governo de Mato Grosso fica responsável pelo suporte operacional e logístico dos artesãos selecionados.

A Fenearte reúne expositores de todo o país e é considerada uma das principais vitrines do artesanato brasileiro, atraindo compradores, lojistas, arquitetos, decoradores e representantes do mercado nacional e internacional.

As inscrições podem ser feitas presencialmente, por e-mail ou por formulário eletrônico disponível no site da Sedec por meio deste link https://www.sedec.mt.gov.br/proposta-de-realizacao-de-chamamento-publico1

Fonte: Governo MT – MT

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