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Plano Safra 2025/26 amplia crédito para produção sustentável e redução de agrotóxicos

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A Comissão de Agropecuária e Agroindústria da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) discutiu, nesta terça-feira (19/8), os impactos do Plano Safra 2025/26 e do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). A iniciativa busca fortalecer a produção de alimentos saudáveis, reduzir o uso de defensivos químicos e apoiar a adaptação dos produtores às mudanças climáticas.

Investimentos bilionários no setor agrícola

O Plano Safra, coordenado pelo Ministério da Agricultura, contará com R$ 516,2 bilhões em operações de custeio, comercialização e investimento para médios e grandes produtores. Já o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) mantém o Plano Safra da Agricultura Familiar, com recursos de R$ 89 bilhões destinados a pequenos produtores, abrangendo crédito com juros reduzidos, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e garantia de preços mínimos.

Pronara: transição agroecológica e bioinsumos

O Pronara, lançado em julho, prevê a redução gradual do uso de agrotóxicos considerados altamente nocivos e o incentivo à transição agroecológica. O programa inclui ações para estimular o uso de bioinsumos, além de reforçar o monitoramento de resíduos em alimentos, solo e água.

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Minas Gerais terá R$ 7,4 bilhões para agricultura familiar

Segundo a secretária-executiva do MDA, Fernanda Oliveira, dos R$ 78,2 bilhões em crédito do Plano Safra da Agricultura Familiar, cerca de R$ 7,4 bilhões serão direcionados a Minas Gerais. Ela destacou que o aumento de 47% no volume de crédito para o setor entre 2022 e 2026 tem como objetivo ampliar o acesso a alimentos de qualidade a preços acessíveis.

Famílias com renda bruta anual de até R$ 150 mil terão financiamento com juros entre 2,5% e 3% ao ano para projetos de adaptação climática. Já famílias com renda de até R$ 50 mil poderão acessar até R$ 20 mil com juros de 0,5% ao ano em linhas voltadas à agroecologia e produção orgânica.

Importância do Plano Safra como política pública

Parlamentares presentes à audiência, como os deputados Leleco Pimentel (PT), Ricardo Campos (PT), Betão (PT), Raul Belém (Cidadania), Dr. Maurício (Novo), Leninha (PT) e o deputado federal Padre João (PT-MG), ressaltaram o Plano Safra como ferramenta essencial para garantir o acesso da população a alimentos saudáveis.

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Eles também lembraram que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU e reforçaram que o valor recorde do programa precisa se somar a uma safra igualmente robusta para contribuir com a redução dos preços dos alimentos.

Produtores cobram agilidade na liberação dos recursos

Durante a audiência, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetaemg), Vilson Silva, manifestou preocupação quanto à liberação efetiva dos recursos pelos bancos públicos.

Representantes do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste garantiram que os repasses estão em andamento. No Banco do Brasil, o Plano Safra da Agricultura Familiar representa a maior carteira de crédito, com R$ 10 bilhões, dos quais R$ 2,4 bilhões já foram desembolsados nesta safra. O Banco do Nordeste informou que liberou R$ 717 milhões na última temporada, beneficiando quase 200 mil produtores, com apoio de agentes de crédito atuando diretamente nas comunidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Em painel da FAO em Roma, é apresentado relatório que mostra crescimento mundial da Pesca e Aquicultura

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Ao participar nesta segunda-feira (08) da 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (COFI37), em Roma, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “A participação no Comitê integra a estratégia do MPA de ampliar o diálogo internacional, promover o intercâmbio de experiências e fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura”. A missão brasileira participou de um espaço dinâmico de debates rápidos e informais que funciona como uma plataforma paralela às sessões plenárias oficiais. O Ministério da Pesca e Aquicultura também formalizou dois Memorandos de Entendimento (MdE) para ampliar a cooperação em pesca e aquicultura: um entre o MPA e a FitI e outro entre Brasil e Itália.

Durante a programação, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da presença brasileira no principal fórum internacional dedicado às políticas de pesca e aquicultura e da construção de parcerias com outros países e instituições. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo Brasil com reforço para a necessidade de aproximar produção, sustentabilidade, ciência e segurança alimentar. “O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional”, afirmou o ministro.

Brasil e Itália ampliam parceria

Um dos principais momentos da agenda desta terça-feira foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Itália na área de pesca e aquicultura. O acordo estabelece uma agenda de cooperação entre os dois países, com possibilidade de intercâmbio de conhecimentos, experiências e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável das atividades pesqueiras e aquícolas.

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Para o MPA, a parceria representa uma oportunidade de fortalecer a troca de conhecimentos e aproximar instituições brasileiras e italianas em temas estratégicos para o setor. A cooperação internacional também contribui para ampliar a participação do Brasil nas discussões sobre sustentabilidade dos recursos pesqueiros, inovação, desenvolvimento da aquicultura e segurança alimentar.

MPA também assina MdE com a FitI

Outro acordo firmado durante a missão foi o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Iniciativa de Transparência nas Pescas (Fisheries Transparency Initiative – FitI). A FitI é uma parceria global multissetorial que visa tornar a gestão da pesca marinha mais transparente, sustentável e responsável. Fundada em 2015, ela funciona por meio de um esforço conjunto entre governos, empresas pesqueiras e a sociedade civil, fornecendo um padrão único para a publicação de dados confiáveis sobre o setor pesqueiro.

A parceria amplia o diálogo institucional e abre espaço para ações conjuntas de interesse do setor, com foco no intercâmbio e na cooperação em pesca e aquicultura. A assinatura dos dois documentos reforça a atuação do MPA no cenário internacional e a busca por parcerias que possam contribuir para o desenvolvimento do setor no Brasil.

Pesca e aquicultura brasileiras no debate internacional

A participação brasileira no COFI37 ocorre em um momento de fortalecimento das políticas nacionais para a pesca e a aquicultura. Entre os temas defendidos pelo Brasil estão o desenvolvimento sustentável da produção, a valorização da pesca artesanal, o fortalecimento das comunidades pesqueiras, a ampliação da aquicultura e a construção de políticas públicas baseadas em ciência e dados.

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Durante a missão em Roma, o ministro também destacou a importância de garantir que o debate internacional considere a realidade dos pescadores e produtores e contribua para transformar os compromissos assumidos em ações concretas.

“Precisamos fortalecer a cooperação e compartilhar experiências para que possamos avançar na construção de uma pesca e uma aquicultura cada vez mais sustentáveis”, afirmou Edipo.

A programação do MPA em Roma segue ao longo da semana, com participação nas discussões do COFI37 e em reuniões bilaterais voltadas ao fortalecimento da cooperação internacional e à promoção da pesca e da aquicultura brasileiras.  Também será discutido, ainda hoje, a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR). Nesse contexto, o Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA) aparece como um dos principais instrumentos para combater a pesca INDNR, especialmente por meio do controle da entrada de embarcações e do compartilhamento de informações entre os países.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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