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Plantio da safrinha de milho 2026 alcança 91% no Centro-Sul, mas estiagem no Paraná acende alerta

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O plantio da safrinha de milho 2026 atingiu 91% da área estimada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (12), segundo levantamento da consultoria AgRural. O avanço representa um ritmo mais acelerado em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 82%, mas ainda abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o índice já chegava a 97%.

Apesar do progresso recente, o cenário da segunda safra começa a apresentar pontos de atenção, especialmente em regiões que enfrentam condições climáticas adversas.

Plantio avança após fechamento da janela ideal

Com a janela ideal de plantio já encerrada em diversas áreas produtoras, os trabalhos de semeadura ganharam ritmo na última semana. Mesmo assim, aproximadamente 1,3 milhão de hectares ainda precisavam ser plantados no Centro-Sul, número bem superior ao observado no mesmo período de 2025, quando restavam cerca de 500 mil hectares.

Esse atraso relativo pode aumentar a exposição das lavouras a riscos climáticos ao longo do ciclo, especialmente em fases críticas de desenvolvimento.

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Estiagem no oeste do Paraná preocupa produtores

O principal ponto de atenção da safrinha 2026 está concentrado no oeste do Paraná, onde a estiagem passou a preocupar produtores e analistas de mercado.

Embora o plantio já esteja totalmente concluído na região, a baixa umidade do solo começa a impactar o desenvolvimento das lavouras. O problema é mais sensível nas áreas onde o milho já entra na fase reprodutiva, etapa considerada decisiva para a definição do potencial produtivo.

Caso a falta de chuvas persista, o quadro pode trazer impactos na produtividade da região, uma das principais produtoras de milho safrinha do país.

Colheita do milho verão 2025/26 chega a 50% no Centro-Sul

Enquanto o plantio da segunda safra se aproxima da reta final, a colheita do milho de verão 2025/26 também avança no Centro-Sul do Brasil.

De acordo com os dados da AgRural, os trabalhos atingiram 50% da área cultivada até quinta-feira (12). Na semana anterior, o índice estava em 42%.

Apesar do progresso recente, o ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período do ano passado, quando a colheita já alcançava 72% da área.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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