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Plantio de arroz no Rio Grande do Sul entra na reta final com mais de 90% da área semeada

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Plantio avança com boas condições climáticas

O Rio Grande do Sul avança para a fase final do plantio de arroz, com mais de 90% da área prevista já semeada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. O avanço foi impulsionado pelas chuvas isoladas registradas nas últimas semanas, que garantiram boa disponibilidade hídrica e favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras.

De acordo com o relatório, a semeadura está praticamente concluída nas regiões Sul e Extremo Oeste, enquanto a Região Central apresenta ritmo mais lento. A Emater destacou que, nas áreas já implantadas, a emergência das plantas ocorre de forma uniforme e o desenvolvimento está dentro do esperado para o estágio vegetativo.

Manejo inicial em andamento nas lavouras

Com o avanço da semeadura, os produtores iniciaram as práticas de manejo, incluindo aplicação de herbicidas em pré e pós-emergência, adubação nitrogenada de cobertura e o início dos processos de irrigação. Em algumas propriedades com histórico de drenagem limitada, no entanto, o excesso de umidade ainda impede o acesso das máquinas, o que atrasa a finalização do plantio.

A área total destinada ao cultivo de arroz no estado é estimada em 920.081 hectares, segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA). A produtividade média esperada pela Emater é de 8.752 quilos por hectare.

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Regiões com atrasos podem ter queda de produtividade

Na região administrativa de Bagé, apenas um episódio de chuva foi registrado em 16 de novembro, o que possibilitou avanço nas áreas mais atrasadas. Contudo, o período ideal de plantio se encerrou na segunda quinzena de novembro, o que, segundo a Emater, pode reduzir o potencial produtivo das lavouras implantadas fora da janela preferencial.

Na Fronteira Oeste, o plantio já atingiu 98% dos 71 mil hectares previstos em Uruguaiana. Em Itaqui, 84% dos 64.125 hectares já foram semeados, restando apenas áreas com restrição de acesso por drenagem deficiente.

Chuvas beneficiam lavouras na Campanha e Sul do Estado

Na Campanha, as precipitações ajudaram na saturação do solo, evitando a necessidade de irrigação inicial e facilitando as operações subsequentes. Já na região de Pelotas, o plantio chegou a 98%, com áreas remanescentes em municípios como Amaral Ferrador, Pedro Osório e São Lourenço do Sul. Nessas localidades, as lavouras estão em plena fase vegetativa, com irrigação, adubação e controle fitossanitário em andamento.

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Santa Maria avança, mas enfrenta excesso de umidade

Na região de Santa Maria, o plantio superou 70% da área total prevista. Em Cacequi, 9.500 dos 12 mil hectares já foram implantados, e as lavouras emergidas apresentam bom desenvolvimento. Em Soledade, o avanço é de cerca de 65%, mas o excesso de umidade ainda impede o trabalho das máquinas. As áreas em sistema pré-germinado têm boa formação, enquanto as semeadas em solo seco ainda estão em fase de germinação e emergência.

Preço do arroz registra leve queda no mercado

Na comercialização, o preço da saca de 60 quilos apresentou recuo de 1,52% na semana, passando de R$ 55,79 para R$ 54,94, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar. O movimento reflete o avanço do plantio e a expectativa de aumento da oferta com a consolidação das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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