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Plantio de mudas de Ipê homenageia vítimas de feminicídio em MT

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Uma ação de plantio de mudas de Ipê Roxo vai homenagear 53 vítimas de feminicídios ocorridos em Mato Grosso nos anos de 2024 e 2025. A homenagem simbólica é uma iniciativa do Núcleo das Promotorias de Justiça Especializadas no Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, por meio do projeto “Em Memória Delas” do Observatório Caliandra. O plantio ocorrerá nesta sexta-feira (28), às 8h, em uma área da 2ª etapa do Parque Tia Nair, em Cuiabá (Avenida Engenheiro Itamar Marcondes Filho, bairro Morada dos Nobres – fundos do parque e proximidades do condomínio Supremo Itália).A atividade conta com a parceria da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria da Mulher, Secretaria do Meio Ambiente, Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana (Limpurb) e da Ginco Urbanismo.Em 2024, Mato Grosso registrou 47 feminicídios e, até o mês de março de 2025, já são seis mulheres assassinadas. A promotora de Justiça coordenadora do Núcleo, Claire Vogel Dutra, explica que o ato é uma forma de honrar a memória das vítimas, preservar sua história e ao mesmo tempo impactar a sociedade pela quantidade de mulheres mortas em razão do gênero, reconhecendo, desta forma, a necessidade de garantir políticas de prevenção e enfrentamento ao feminicídio, como direito fundamental de todas as mulheres viverem sem violência.O Ipê foi escolhido por ser uma árvore originária da Mata Atlântica brasileira, presente em vários estados da federação, entre eles Mato Grosso. A árvore com sua florada de cor roxa simboliza cada mulher, filha, mãe, tia, amiga que deixou de florescer por ser mulher. “É uma forma de manter viva a memória da mulher, incentivar a reflexão e conscientização coletiva, assim como fortalecer a luta por justiça dos familiares das vitimadas”, disse a promotora.Segundo a promotora, o projeto “Em Memória Delas” compreende três etapas: plantio de mudas, visando criar um memorial das vítimas; instalação de uma placa marcando o espaço; e realização de campanha publicitária voltada à prevenção e redução dos números de feminicídios em Mato Grosso, com foco central no público masculino.Saiba mais – O Observatório Caliandra (https://caliandra.mpmt.mp.br) é uma iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso, cujo principal objetivo é atuar ativamente na prevenção, orientação e sensibilização da população sobre a violência contra as mulheres, com um olhar focalizado aos feminicídios, aos órfãos e familiares dessas vítimas.Por esse canal, as mulheres e a população têm acesso aos indicadores atualizados dos feminicídios ocorridos em Mato Grosso, informações estatísticas, dados processuais, materiais orientativos e de conscientização, e ao memorial das vítimas de feminicídios, com a história de mulheres que infelizmente foram vitimadas neste estado.O Caliandra é uma ferramenta que facilita a comunicação das pessoas interessadas nos canais de proteção tanto da Ouvidoria do MPMT quanto da Polícia Judiciária Civil e da Central Nacional de Atendimento, de forma a contribuir no enfrentamento da violência cometida contra as mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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