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Plantio de mudas é legado vivo da COP15 em Campo Grande (MS)

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Mais do que negociações diplomáticas, a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês)  deixou um legado vivo na capital sul-mato-grossense. 

O presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, inaugurou neste sábado (28/3) o Bosque Carandá, com o plantio de 250 mudas de árvores nativas do Cerrado e espécies frutíferas. A cerimônia, que reuniu chefes de delegação e autoridades locais, materializa o tema central do encontro: “Conectando a natureza para sustentar a vida”.

O espaço permanente conta com espécimes de ipês, jacarandás e angicos, selecionados por seu alto valor ecológico no suporte a polinizadores e aves. O objetivo do MMA é que o bosque funcione como um refúgio biológico dentro da malha urbana e fortaleça habitats que permitam o trânsito de pequenos mamíferos, répteis e aves migratórias.

“Este é um esforço conjunto para criar um corredor que promova a troca genética e a polinização, e sirva de abrigo para a fauna silvestre”, afirmou o presidente da COP15. Capobianco revelou durante o evento a placa de inauguração e agradeceu a parceria de instituições como o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), a Pew Charitable Trusts e o WWF.

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“Este é o meu evento favorito. É o mais importante porque não estamos falando apenas sobre negociações técnicas, mas sobre as pessoas e a terra. É emocionante ver essa conexão acontecendo na prática”, celebrou a secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, que participou ativamente do plantio ao lado de representantes do Grupo Escoteiro Castoldi.

Sustentabilidade urbana

O Bosque Carandá consolida a visão da COP15 de que a conservação deve estar integrada ao dia a dia das cidades. Além das autoridades do Governo do Brasil, o evento contou com a presença da prefeita de Campo Grande (MS), Adriane Lopes, e do secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, reforçando o compromisso das três esferas do poder público com a sustentabilidade e a resiliência climática da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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