Em três ações distintas, policiais militares da 12ª Companhia Independente apreenderam, nesta quarta-feira (17.07), três armas de fogo e 23 munições. Nas ações, dois adolescentes, de 15 e 16 anos, e um homem foram detidos por associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo. As apreensões ocorreram nos municípios de Barra do Bugres e Denise.
Em Barra do Bugres, os policiais militares receberam denúncia de que dois adolescentes em uma motocicleta, integrantes de uma organização criminosa, estariam armados e planejando homicídios contra integrantes de faccionados rivais.
As equipes saíram em buscas para localizar a dupla e foram vistos na Rua Minas Gerais. O condutor da motocicleta, após identificação aproximação dos policiais militares, saiu em alta velocidade, dando início a uma perseguição policial.
Após acompanhamento, os suspeitos foram detidos e abordados. Eles portavam um revólver calibre 38 com seis munições e uma sacola contendo 22 porções de maconha.
Os policiais apreenderam, ainda, uma machadinha utilizada para desossa com os jovens. A dupla confessou que estava no município para execução de dois homens, integrantes de uma organização criminosa rival. A dupla e o material apreendido foram encaminhados à delegacia.
Ainda no município, nesta quarta, os policiais militares foram acionados por um homem, que realizava manutenção em uma instalação elétrica no telhado da sua residência, quando identificou na casa do vizinho, que havia uma arma de fogo e munições escondidas no telhado.
No local, as equipes apreenderam uma balança de precisão e uma arma de fogo tipo revólver calibre 32, com cinco munições intactas. Não havia ninguém no imóvel.
Os policiais constataram que a casa em que foi encontrado o material é alugada por um homem, que foi preso no último dia 15 de julho, suspeito por tráfico de drogas e denunciado por homicídio no município.
Já no município de Denise, os militares 12ª Companhia Independente realizavam um ponto de barreira, momento em que o condutor de uma caminhonete Toyota Hilux foi abordado e flagrado com uma espingarda com 12 munições.
À PM, ele declarou que não tinha nenhum documento de permite o porte de arma, bem como a arma e as munições seriam de um amigo. O homem foi autuado por porte ilegal de arma de fogo e conduzidado para delegacia.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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