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PMGZ Carne: genética Nelore PO melhoradora se destaca em novo abate

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Um novo abate realizado pelo Programa de Melhoramento Genético Zebuíno Carne (PMGZ Carne) reforçou a eficiência da genética Nelore PO melhoradora. A ação envolveu 160 animais filhos de 11 touros Nelore PO, pertencentes ao rebanho de Jorge Ismael de Biasi, de Novo Horizonte (SP).

Detalhes do abate e desempenho da carcaça

O abate foi conduzido na unidade da JBS Friboi em Lins (SP). Os animais, com 22 meses de idade, apresentaram uma média de 29,7 arrobas, com rendimento de carcaça de 59,34%.

Segundo Eduardo Krisztan Pedroso, Diretor Executivo de Originação da JBS Friboi, “esse desempenho é extraordinário, cerca de 9,5 arrobas a mais do que a média nacional do gado jovem, que hoje atinge 20,5 arrobas até os 30 meses de idade. Os números comprovam o potencial da genética Nelore PO quando aplicada em rebanhos comerciais intensivos.”

O gerente da propriedade, Antônio Neto, destacou: “a carcaça desses animais foi impressionante. Em todos esses anos de trabalho, nunca vi resultado igual em animais de 22 meses.”

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Reconhecimento do programa PMGZ Carne

Para Ricardo Abreu, Gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, os resultados confirmam a trajetória do programa. “Mostramos mais uma vez o potencial da genética Nelore PO, agora também comprovado pelo PMGZ Carne”, afirma.

Impacto na pecuária e na indústria frigorífica

O desempenho obtido ganha relevância frente ao cenário nacional, em que mais da metade das matrizes de corte ainda é inseminada ou coberta por touros sem procedência genética definida. O uso de reprodutores PO gera:

  • Animais com maior ganho de peso em menor tempo
  • Melhor rendimento de carcaça
  • Maior rentabilidade para o pecuarista

Para a indústria frigorífica, a padronização e qualidade da matéria-prima aumentam a eficiência do processo produtivo. Já o consumidor final se beneficia com carne diferenciada e de qualidade superior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de laranja deve cair quase 13% no cinturão citrícola e mercado já sente pressão nos preços

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A citricultura brasileira entra em um novo ciclo de atenção em 2026/27. Segundo análise do relatório Agro Mensal, da Consultoria Agro do Itaú BBA, a primeira estimativa divulgada pelo Fundecitrus aponta que a safra de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro deverá atingir 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos, uma queda de 12,9% em relação à temporada anterior.

O recuo expressivo da produção ocorre em meio à combinação de bienalidade negativa, condições climáticas adversas e avanço do greening, doença que continua pressionando a produtividade dos pomares brasileiros.

Ao mesmo tempo, o mercado internacional do suco de laranja enfrenta um cenário de demanda enfraquecida, após os elevados preços registrados na safra passada reduzirem o consumo em importantes mercados compradores, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

Clima e greening ampliam preocupação no cinturão citrícola

De acordo com o Itaú BBA, a redução da safra reflete principalmente o menor número de frutos por árvore e o aumento da queda prematura dos frutos, fatores que superaram os ganhos obtidos com o maior peso médio das laranjas e a expansão do parque produtivo.

As condições climáticas também tiveram impacto direto no desempenho da cultura. As chuvas abaixo da média durante o segundo semestre de 2025 prejudicaram o desenvolvimento da safra, especialmente no cinturão citrícola paulista e mineiro.

Além da estiagem, temperaturas elevadas e ventos intensos registrados em setembro comprometeram o florescimento e o pegamento dos frutos, reduzindo o potencial produtivo para a temporada 2026/27.

O relatório alerta ainda que novas perdas podem ocorrer caso as precipitações entre maio e outubro fiquem abaixo do necessário. Nesse cenário, o peso dos frutos tende a diminuir, reduzindo ainda mais a produtividade.

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Outro fator que segue no radar do setor é o avanço do greening. Segundo o Itaú BBA, a doença continua agravando os desafios fitossanitários da citricultura brasileira e pode provocar novas revisões negativas nas estimativas de safra, como ocorreu em temporadas anteriores.

Preço da laranja cai abaixo do custo de produção

Apesar da expectativa de uma safra menor, o mercado doméstico vive um momento de pressão sobre os preços pagos ao produtor.

A laranja destinada à indústria encerrou abril cotada em R$ 26,20 por caixa de 40,8 kg, retornando aos mesmos níveis observados em 2021 e ficando abaixo do custo de produção para boa parte dos citricultores brasileiros.

Segundo o relatório, ainda há incertezas sobre os contratos firmados entre produtores e indústria neste início de safra. A tendência é que o mercado ganhe maior clareza após a consolidação dos números do Fundecitrus e o avanço da colheita das variedades precoces.

O cenário atual é influenciado principalmente pelo elevado nível de estoques da indústria e pela desaceleração das exportações de suco, fatores que limitam o potencial de recuperação dos preços da fruta, mesmo diante de uma produção menor.

Suco de laranja recua em Nova York com demanda mais fraca

No mercado internacional, os preços do suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) seguem em queda na Bolsa de Nova York.

Nos últimos 30 dias, as cotações acumularam retração de 16%, chegando a 167,2 centavos de dólar por libra-peso.

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A pressão ocorre em função de um mercado mais abastecido após a safra brasileira 2025/26 mais volumosa, além da perda de demanda global provocada pelos preços recordes registrados anteriormente.

As exportações brasileiras de suco totalizaram 56 mil toneladas equivalentes de FCOJ em abril de 2026, alta de 26% frente ao mesmo período do ano passado. Porém, houve queda de 34% na comparação com março.

No acumulado da safra 2025/26, os embarques avançaram apenas 1,6%, desempenho considerado modesto diante da maior disponibilidade de produto no mercado.

Segundo o Itaú BBA, os preços elevados praticados anteriormente reduziram o consumo, principalmente na União Europeia, tradicional compradora do suco concentrado brasileiro.

Consumidor americano ainda não sente queda nos preços

Mesmo com a recente desvalorização do suco em Nova York e a redução dos preços de exportação brasileiros, o consumidor americano ainda não percebeu alívio nas prateleiras.

Em março de 2026, o preço do suco concentrado no varejo dos Estados Unidos atingiu US$ 4,89 por lata de 473 ml, o maior valor da série histórica iniciada em 2000.

O movimento reforça a cautela do mercado internacional e indica que o consumo global ainda pode enfrentar limitações ao longo dos próximos meses.

Diante desse cenário, o setor citrícola brasileiro segue atento ao comportamento climático, ao avanço do greening e à recuperação da demanda global, fatores que deverão definir o rumo dos preços da laranja e do suco ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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