Uma carga de 32 toneladas de carne bovina, avaliada em aproximadamente R$ 1 milhão, foi apreendida pela Polícia Civil de Mato Grosso, na quarta-feira (18.3), durante ação de fiscalização realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), em Várzea Grande.
Os policiais realizavam fiscalizações em estabelecimentos comerciais na Rodovia dos Imigrantes com o objetivo de localizar veículos ou peças ligados a crimes de roubos, furtos ou receptação. Durante a ação, os policiais civis identificaram diversos cavalos mecânicos e semirreboques estacionados no pátio das empresas vistoriadas, sendo que alguns veículos apresentavam indícios de adulteração nas numerações de chassi.
Um dos veículos chamou a atenção dos policiais, uma vez que estava com o sistema de refrigeração ligado mesmo em suposta manutenção. Ao realizarem a revista veicular, os investigadores localizaram a carne bovina armazenada em câmara fria.
Após diligências, a equipe entrou em contato com a empresa proprietária da carga, que confirmou o roubo ocorrido no dia anterior, na Rodovia Euclides da Cunha, em Urânia (SP). Na ocasião, o motorista do caminhão foi rendido por criminosos, mantido em cárcere durante a madrugada e liberado no dia seguinte, enquanto a carga, avaliada em cerca de R$ 928 mil, foi levada pelos suspeitos.
Um homem, identificado no local vistoriado pelos policiais, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Questionado, ele afirmou que havia sido contratado por um terceiro para transportar o conjunto até a oficina para reparos, alegando não ter conhecimento sobre o conteúdo transportado. Como não havia indícios de envolvimento nos fatos, o motorista foi ouvido e liberado.
Diante dos fatos, o delegado Maurício Maciel Pereira Júnior, responsável pelas investigações, instaurou procedimento investigativo para apurar a possível prática dos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e eventual atuação de organização criminosa.
Também foram requisitadas perícias técnicas nos veículos e na carga apreendida, além de diligências junto à polícia paulista e à empresa vítima para confirmação da origem e rastreabilidade dos produtos. A carne também foi devolvida à empresa.
As investigações seguem em andamento para a identificação de outros possíveis envolvidos e para esclarecer a origem e o destino da carga apreendida.
Associações e cooperativas da agricultura familiar de Mato Grosso ganharam mais tempo para apresentar propostas ao Projeto MT Produtivo e Sustentável. O prazo de inscrições foi prorrogado até 26 de outubro.
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) publicou um novo cronograma do Edital de Chamada Pública nº 002/2026/SEAF-MT, que prevê a seleção de organizações interessadas em receber apoio financeiro e técnico para fortalecer a produção e ampliar oportunidades no campo.
Segundo a secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, a prorrogação reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com os produtores e amplia o acesso das organizações aos recursos do projeto.
“Não vamos deixar nenhuma associação, cooperativa ou organização de povos e comunidades tradicionais para trás por falta de tempo ou de orientação. O MT Produtivo e Sustentável foi criado para transformar a realidade de quem produz, gerar renda e fortalecer a agricultura familiar. Por isso, estamos ampliando o prazo e garantindo que mais entidades tenham condições de participar”, afirmou Andreia Fujioka.
A prorrogação acrescenta três semanas ao prazo inicialmente previsto e também altera as etapas seguintes do edital. A medida atende a solicitações de lideranças rurais e busca garantir mais tempo para que as organizações dos 61 municípios elegíveis possam reunir a documentação, preparar as propostas e elaborar seus planos de negócios.
Além de associações e cooperativas da agricultura familiar, podem participar organizações de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (PIPCQT) que atendam aos critérios estabelecidos no edital.
O MT Produtivo e Sustentável concentra investimentos em oito cadeias produtivas prioritárias: leite, olericultura, fruticultura, mandioca, café, cacau, meliponicultura e sociobiodiversidade.
O projeto também estabelece metas de participação de 15% para mulheres, 15% para jovens e 15% para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, ampliando a inclusão desses públicos nas ações de desenvolvimento da agricultura familiar.
Com a prorrogação, as organizações interessadas terão mais tempo para estruturar seus projetos e concorrer aos recursos destinados ao fortalecimento das cadeias produtivas e à geração de renda no campo.
As novas datas para envio e avaliação das propostas e para elaboração dos planos de negócios estão disponíveis no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso.
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