Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 30 mandados em terceira fase de operação contra facção criminosa em MT

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Confresa, deflagrou, nesta quinta-feira (27.2), a terceira fase da Operação Intolerance, para cumprimento de 30 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa envolvida em crimes de tráfico de drogas, lavagem de capitais e incêndio criminoso.

Entre as ordens judiciais, são cumpridos 10 mandados de prisão, além de mandados de busca e apreensão contra investigados localizados nos municípios de Rondonópolis, Paranatinga, Água Boa e Confresa. A operação tem o objetivo de aprofundar as investigações sobre a estrutura criminosa que atua na região e intensificar os trabalhos de desarticulação de mais um braço do grupo. A ação também integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate às facções criminosas.

Entre os presos na operação, está o suspeito apontado como autor de um incêndio criminoso ocorrido neste ano, a mando da facção criminosa. Em Rondonópolis, um dos alvos é investigado por intermediar movimentações financeiras ilícitas e responsável pelo repasse de aproximadamente R$ 1 milhão proveniente do tráfico de drogas.

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Um dos principais alvos do grupo, de 28 anos, residia em Confresa e possuía estreita ligação com outro integrante de grupo, considerado o coordenador do esquema criminoso na região, e que segue foragido.

Outras fases

A primeira fase da Operação Intolerance, deflagrada em julho de 2024, teve grande impacto, resultando no cumprimento de mais de 40 ordens judiciais e na prisão de dezenas de integrantes de facção criminosa em Confresa.

A segunda fase, deflagrada em novembro de 2024, expandiu as investigações, alcançando alvos em Confresa e Paranatinga, com mais de 50 ordens judiciais cumpridas, incluindo prisões preventivas, mandados de busca e apreensão e sequestro de bens.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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