Mato Grosso

Polícia Civil cumpre mandados contra engenheiro investigado por corrupção ativa

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A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta quarta-feira (12.11), a Operação Escudo Ambiental para cumprimento de dois mandados em desfavor de um engenheiro investigado por corrupção ativa.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), e apura o crime praticado pelo profissional contra servidores da Secretária de Estado de Meio Ambiente (Sema).

As duas ordens judiciais foram cumpridas em um endereço residencial e na empresa do suspeito, nos municípios de Cuiabá e Nova Ubiratã (502 km ao norte da Capital).


Além das buscas a Justiça determinou outras medidas cautelares, sendo a proibição de contratar com o poder público, suspensão do exercício da atividade profissional, suspensão do registro estadual, monitoramento eletrônico, recolhimento de passaporte.

As diligências da Dema iniciaram em setembro deste ano, após denúncias de que servidores da Sema, vinham sendo assediados pelo engenheiro para que ignorassem intencionalmente as irregularidades existentes em áreas de terras de propriedades rurais localizadas na região Norte de Mato Grosso.

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De acordo com a delegada titular da Dema, Liliane Murata, crimes contra a administração e servidores públicos ambiental não serão tolerados.

“A Polícia Civil reafirma o seu compromisso nas apurações e esclarecimentos dos fatos, objetivando levar segurança para a administração publica e para a sociedade mato-grossense como um todo”, destacou a Liliane Murata.

Nome da Operação

“Escudo Ambiental” faz menção aos instrumentos legais e institucionais voltados para a proteção de servidores perseguidos ou ameaçados por criminosos ligados a ilícitos ambientais e para a defesa do meio ambiente durante atividades de fiscalização e de combate as infrações e ilícitos ambientais.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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