Mato Grosso

Polícia Civil cumpre mandados contra influencer que usava rede social para promover facção criminosa

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Sorriso, deflagrou, nesta sexta-feira (28.2), a Operação Unfollow, em que são cumpridas seis ordens judiciais contra um influenciador digital, identificado como integrante de facção criminosa e que utilizava redes sociais para cometer e promover a prática de diversos crimes.

As ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e são todas cumpridas na cidade de Sorriso. A operação integra os trabalhos do programa Tolerância Zero, idealizado pelo Governo de Mato Grosso, para combate à atuação de facções criminosas em todo o Estado.

As investigações iniciaram após a Polícia Civil tomar conhecimento de um perfil na rede social Instagram, em que eram publicados material referente às atividades da facção, sendo identificado pelo menos três segmentos criminosos: tráfico de drogas, extorsão contra comerciantes e a promoção do grupo criminoso.

Na casa do influenciador, foram apreendias diversas porções de entorpecentes, balança de precisão e um rádio comunicador utilizado por membros de facção criminosa. O alvo e um comparsa foram presos no momento em que chegavam à residência, retornando de uma festa, possivelmente realizada com outros integrantes do grupo criminoso.

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O responsável pela gestão do perfil sempre procurava tapar o rosto nas fotografias para dificultar sua identificação, por se tratar de uma pessoa conhecida na cidade, que atuava como influencer utilizando outro perfil no Instagram, em que realizava publicidade de várias empresas da cidade, além de aparecer em programas de televisão.

Nas investigações, foi possível identificar que o investigado levava uma vida social dupla, ora como “influencer”, ora se dedicando à atividade da facção criminosa, onde era conhecido como “Trem Bala”.

Tráfico de drogas

Entre suas atividades, ele era promoter de uma casa noturna na cidade e também atuava com o comércio de entorpecentes, exercendo, dentro da facção criminosa, não apenas a função de comerciante varejista de drogas, mas sim de gerente do tráfico de drogas local.

As atividades ilícitas desenvolvidas pelo suspeito são divulgadas no perfil relacionado às atividades da facção, onde o investigado usa a rede social para impulsionar suas ofertas de venda de drogas ao maior número de usuários possível.

Em uma das postagens, o suspeito convida jovens para se associarem ao tráfico, tornando-se seus “representantes comerciais” de drogas ilícitas.

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Extorsão majorada

Também foi possível identificar que o criminoso utilizava seus perfis de rede social para ameaçar os comerciantes de forma velada, forçando empresários a realizar pagamentos periódicos aos criminosos, sob pena de terem seus comércios destruídos ou até mesmo suas vidas ceifadas.

Organização criminosa

Para o delegado responsável pelas investigações, Bruno França, não resta dúvida a respeito da identidade do suspeito, da quantidade de crimes que comete de forma endêmica e de suas gravidades.

Por meio das postagens ficou claro, que o investigado não fazia questão alguma de esconder que integra a facção criminosa e até utilizando um antigo prostíbulo da cidade como ponto de apoio estrutural para as suas atividades criminosas e para realização de festas, frequentadas somente por membros ativos da facção.

“As publicações demonstram que ele aparentemente tem orgulho de integrar organização criminosa, fazendo fotos ao lado de outros membros do grupo, postando regras e informativos da facção e incentivando a guerra entre grupos rivais”, disse o delegado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

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Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

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O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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