Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação para investigar tentativa de homicídio em Alto Araguaia

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Nesta quinta-feira (13.3), a Polícia Civil de Alto Araguaia (MT) realizou a operação “Arapuca”, cumprindo três mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos ligados a uma facção criminosa que atua na cidade e região. A ação teve como objetivo coletar provas sobre uma tentativa de homicídio ocorrida no início deste ano.

O crime aconteceu quando a vítima foi atraída para uma residência, por por meio de um perfil falso em uma rede social, por alguém que se passava por uma mulher. Ao chegar ao local, a vítima aguardava do lado de fora, quando dois indivíduos em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima foi atingida, socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Rondonópolis, conseguindo sobreviver.

As investigações levaram à identificação de dois suspeitos, ambos conhecidos por integrarem uma facção criminosa. Um deles foi preso em flagrante no mesmo dia do crime, enquanto o outro fugiu, sendo capturado no último fim de semana, portando uma arma de fogo. Durante a apuração, foi constatado que o perfil falso estava ligado ao grupo criminoso.

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A operação realizada nesta quinta-feira teve mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal de Alto Araguaia e resultou na apreensão de provas que contribuirão para a elucidação do caso e a responsabilização dos suspeitos, que seguem presos.

O delegado responsável pelo caso reforçou que operações semelhantes serão constantes na região, seguindo diretrizes da Direção Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, dentro do Programa Tolerância Zero, para combater a atuação de facções criminosas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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