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Polícia Civil e Conseg ampliam videomonitoramento na zona rural de Vila Bela da Santíssima Trindade

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A Polícia Civil, em parceria com o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) de Vila Bela da Santíssima Trindade, viabilizou a implantação de um importante reforço tecnológico para a segurança pública na zona rural do município: a instalação de quatro câmeras do programa Vigia Mais Mato Grosso na região da Gleba Ricardo Franco.

Os equipamentos foram instalados estrategicamente ao longo da rodovia MT-199, garantindo a vigilância de uma área considerada sensível e de grande importância operacional, situada a cerca de 100 quilômetros da zona urbana de Vila Bela da Santíssima Trindade.

Segundo o delegado regional de Pontes e Lacerda, João Paulo Berté, trata-se de uma região distante, de difícil fiscalização contínua, com características de fronteira e histórico de ocorrências relevantes, incluindo apreensões de drogas oriundas da Bolívia, o que reforça a necessidade de monitoramento permanente.

As câmeras implantadas por meio da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade possuem tecnologia avançada, com gravação contínua de imagens, além de sistema OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), capaz de realizar a captura automática de placas de veículos que transitam pelo local.

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O sistema conta ainda com estrutura completa para funcionamento autônomo e seguro, incluindo painel solar para suprir eventuais quedas de energia, conexão com a internet, gravação local e compartilhamento de imagens em tempo real.

Além disso, as imagens captadas são integradas ao sistema do Vigia Mais MT, com compartilhamento também junto à Sesp (Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso), ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança e fortalecendo o intercâmbio de informações de inteligência.

“A expectativa é de que o novo sistema traga impactos imediatos e positivos para a segurança pública da região, auxiliando no levantamento de informações, na produção de inteligência policial e no combate a crimes transfronteiriços, especialmente em rotas utilizadas para o tráfico de drogas e outros ilícitos”, afirmou o delegado João Paulo Berté.

O projeto teve investimento aproximado de R$ 50 mil, custeado pelo Conseg de Vila Bela da Santíssima Trindade, que patrocinou a aquisição dos equipamentos. Já a implantação operacional e a integração das imagens ao sistema estadual foram viabilizadas com apoio técnico da Sesp e da Polícia Civil, consolidando uma parceria que fortalece diretamente a atuação policial no interior do município.

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“A expansão do sistema de videomonitoramento pretende consolidar um cinturão de vigilância capaz de fortalecer ainda mais o enfrentamento à criminalidade, garantindo maior controle de tráfego, identificação de veículos suspeitos e apoio direto às ações policiais em toda a região”, concluiu o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

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Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

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O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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