A Receita Federal do Brasil e a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), deflagraram na manhã desta quarta-feira (09.10), a Operação Pinóquio para combate à pirataria de brinquedos e à concorrência desleal no estado.
A ação tem como objetivo desmantelar redes de venda e distribuição de produtos falsificados que afetam não apenas os proprietários das marcas, mas também causam prejuízos milionários para a economia local, na arrecadação de impostos, além de colocar em risco a segurança do consumidor.
As fiscalizações são realizadas na região central de Cuiabá, tendo como alvo duas grandes lojas e a expectativa é de apreensão de toneladas de produtos contrafeitos.
Os responsáveis pela comercialização dos produtos piratas responderão por crimes como contrabando, violação de propriedade de marca, prática de concorrência desleal e relações de consumo. A legislação brasileira é rigorosa em relação a essas práticas, buscando proteger tanto as empresas quanto os consumidores.
A pirataria é uma prática criminosa que prejudica diversas esferas da economia. Os comerciantes e indústrias que atuam de maneira legal enfrentam uma concorrência desleal que mina seus esforços e os colocam em situações de vulnerabilidade. O mercado paralelo de produtos falsificados não apenas compromete a integridade das marcas, mas também tem sérias repercussões financeiras, resultando em demissões e, consequentemente, no aumento do desemprego no Brasil.
Os produtos ilegais são, geralmente, vendidos a preços mais baixos, atraindo consumidores que, muitas vezes, não avaliam os riscos e as implicações de suas escolhas. A prática da compra de produtos falsificados é alarmante, pois não só alimenta o crime organizado, que lucra com a venda ilegal, mas também resulta em prejuízos significativos na arrecadação de impostos.
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com a Firjan e a Fiesp, revela que o país deixa de arrecadar pelo menos R$ 453 bilhões anualmente, o que equivale a cerca de 4% do PIB
Pinóquio
O nome da operação remete ao personagem infantil que sonhava em se tornar um menino de verdade, ganha vida, mas todas as vezes que ele mentia o seu nariz crescia e o denunciava. Produtos contrafeitos faltam com a verdade colocando a sociedade em risco.
Ao longo do mês de abril, a Polícia Civil intensificou a formação continuada dos operadores da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), com a participação de policiais civis em cursos especializados realizados fora do Estado, voltados ao aprimoramento técnico e à atuação em cenários de alto risco. As capacitações ocorreram em diferentes unidades da federação e tiveram como foco o aperfeiçoamento de técnicas operacionais e a integração com outras forças de segurança pública.
Entre os treinamentos realizados, o investigador Jairo Nascimento concluiu o VII Curso de Técnicas de Arrombamento Tático, promovido pelo Grupo de Resposta Rápida (GRR) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Brasília/DF, entre os dias 15 e 16 de abril. O curso abordou métodos de acesso forçado nas modalidades balística, térmica, hidráulica e mecânica, aplicados em operações policiais especiais e intervenções em ambientes confinados.
O investigador Vinícius Câmara participou do Curso de Adestramento de Atirador Designado (CAD), realizado pelo 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC), entre os dias 13 e 30 de abril. A capacitação foi voltada ao emprego de tiros a médias e longas distâncias, geralmente entre 100 e 500 metros, com instruções sobre busca e seleção de alvos, tiro em distâncias conhecidas e desconhecidas, alvos em movimento, além de disparos em plataformas e posições não convencionais.
De acordo com coordenador da Core, delegado Pablo Carneiro, as instruções contribuem para o aprimoramento de procedimentos operacionais e atualização de técnicas aplicadas em situações críticas, ampliando a capacidade de resposta da unidade em ocorrências de maior complexidade. A participação dos operadores em cursos fora do Estado reforça nosso compromisso com a formação continuada, a atualização técnica e a integração com outras forças de segurança. Cada capacitação traz conhecimentos práticos que aumentam a segurança dos policiais, qualificam a atuação da unidade e fortalecem a resposta operacional. O aperfeiçoamento constante é essencial para o cumprimento das nossas missões”, destacou o coordenador da Core, delegado Pablo Carneiro.
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