Mato Grosso

Polícia Civil inaugura Sala de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual em Canarana

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A Polícia Civil inaugurou a nova Sala de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual da Delegacia de Canarana. O espaço vai além de um local para formalizar denúncias, sendo um ponto de acolhimento onde as vítimas podem se sentir seguras e amparadas.

A iniciativa para criação da sala para atendimento especializado às vítimas foi liderada pelo delegado titular, Flávio Leonardo Santana Silvas. Para ele, o espaço simboliza um avanço significativo no apoio e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade no município.

“Esta sala representa a nossa luta contra a violência, mas também a garantia de que as mulheres terão acesso a uma rede de apoio estruturada, com atendimento acolhedor”, afirmou.

Para o delegado Regional de Água Boa, Valmon Pereira, a sala de atendimento é essencial para a continuidade de ações de proteção e prevenção à violência contra mulheres, fortalecendo o papel da Delegacia de Canarana como referência no combate a esse tipo de crime.

“O espaço reafirma o compromisso em trabalhar em conjunto pela segurança e dignidade das vítimas, dando suporte emocional e social às mulheres que buscam auxílio”, disse o Regional.

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A cerimônia de inauguração, realizada na última terça-feira (17.09), contou também com a presença do Juiz de Direito da Comarca de Canarana, Carlos Eduardo, além de representantes da Prefeitura Municipal, do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e outras instituições que integram a rede de proteção às vítimas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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