A Polícia Civil prendeu dois adultos por tráfico de drogas e apreendeu dois adolescentes por ato infracional ao mesmo crime, na noite desta quarta-feira (26.2), em Tapurah. Com os quatro, foram apreendidos cerca de 220 pinos de cocaína e outros tipos de entorpecentes.
Os dois adultos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, promover ou constituir organização criminosa e corrupção de menores. Já os dois adolescentes responderão por ato infracional análogo aos mesmos crimes.
Em diligências, os policiais civis identificaram o endereço de uma mulher, envolvida com facção criminosa e no comércio de entorpecentes na região, razão pela qual o local passou a ser monitorado.
Durante o trabalho de vigilância do imóvel, a equipe observou movimentação intensa de pessoas na casa, características de ponto de venda ilícita. Com base nas suspeitas, a equipe se aproximou da residência e conseguiu abordar os quatro suspeitos.
Ao perceber a presença dos investigadores, eles jogaram os celulares no chão na tentativa de quebrar os aparelhos. Na ocasião, o grupo estava transmitindo em tempo real uma ligação com lideranças da facção para controlar o tráfico de drogas.
No local, foram apreendidos mais de 220 pinos de cocaína, cerca de 20 porções de pasta base de cocaína, uma balança de precisão e quase R$ 2 mil em dinheiro.
Diante dos fatos, os dois adultos e dois adolescentes foram encaminhados até a Delegacia de Tapurah, interrogados e autuados em flagrante delito e ato infracional. Após a confecção dos autos, os presos e apreendidos foram colocados à disposição da Justiça.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
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