A Polícia Civil prendeu em flagrante, na manhã desta sexta-feira (20.3), em Barra do Garças, um homem, de 23 anos, investigado pelos crimes de lesão corporal e dano no contexto de violência doméstica.
A prisão, executada pela equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Barra do Garças, ocorreu no momento em que a vítima, uma mulher de 23 anos, era atendida na unidade policial para registro da ocorrência e solicitação de medidas protetivas de urgência, após relatar agressões físicas e destruição de seu aparelho celular.
Enquanto o boletim de ocorrência era registrado, os policiais civis avistaram o suspeito em frente à delegacia, dirigindo-se à recepção. Diante da situação, o suspeito foi abordado passou por revista pessoal. Em seguida, considerando os fatos narrados e a situação de flagrante, os investigadores deram voz de prisão ao homem.
Conforme apurado, a vítima relatou ter sido agredida durante a madrugada, além de sofrer ameaças e ter seu celular destruído pelo suspeito. O caso também envolveu nova agressão na manhã do mesmo dia, antes da intervenção policial.
Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes, onde será autuado por lesão corporal, dano qualificado e ameaça. O suspeito está à disposição da Justiça e passará por audiência de custódia. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.