A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta segunda-feira (20.10), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 46 anos, suspeito de ter assassinado a cunhada e vizinha Conceição Almeida Ferreira, de 50 anos. O foragido foi preso no bairro Dom Aquino, em Cuiabá, após investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cáceres, com o apoio da Delegacia Regional de Cáceres.
O crime ocorreu no dia 10 de setembro de 2025, em uma propriedade rural localizada na comunidade Monjolo, zona rural de Cáceres. A vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo no quintal de sua residência.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima e o suspeito tiveram um desentendimento após ele pedir um balde de água para apagar um princípio de incêndio. Ele afirmou ter se sentido ameaçado em meio à briga, então pegou uma espingarda e atirou contra Conceição, que era esposa de seu irmão. Após o homicídio, o suspeito fugiu.
Desde então, as equipes da Polícia Civil iniciaram as buscas para localizar o suspeito, que havia se escondido em regiões rurais e se deslocado entre municípios da Baixada Cuiabana.
Após cruzamento de informações, e monitoramento realizado pela equipe da Delegacia da Mulher de Cáceres, foi possível identificar o paradeiro do suspeito em Cuiabá.
Com base nas provas colhidas e representações da autoridade policial, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva, que foi cumprido na manhã desta segunda-feira (20.10), na empresa onde o suspeito trabalhava, no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
O preso foi conduzido à Delegacia da Mulher de Várzea Grande, onde foram realizados os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado à unidade prisional, ficando à disposição da Justiça.
De acordo com a delegada responsável pela DEDM de Cáceres, Cinthia Gomes da Rocha Cupido, a prisão representa um importante passo para a responsabilização do suspeito e para o enfrentamento da violência letal contra a mulher.
“A atuação integrada entre as unidades da Polícia Civil tem sido essencial para a elucidação de crimes e a efetivação das medidas judiciais”, ressaltou Cinthia Gomes.
O delegado Regional de Cáceres, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, destacou o comprometimento das equipes envolvidas na operação. “A cooperação entre as delegacias e o trabalho técnico das investigações permitiram uma resposta rápida e efetiva ao crime, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a justiça e a defesa da vida”, afirmou.
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou na tarde de quarta-feira, (17.6). a Operação Comando Oculto, para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo, ligado a uma facção criminosa, responsável por comandar o tráfico de drogas, cobranças ilícitas, crimes violentos e lavagem de dinheiro na região de Santa Cruz do Xingu e municípios vizinhos.
Na operação foram cumpridas oito ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva em desfavor do casal investigado, três mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Santa Cruz do Xingu, além de três medidas de afastamento de sigilo bancário, abrangendo os investigados e a empresa constituída por eles.
Os mandados foram expedidos com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Santa Cruz do Xingu. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá,
Investigação e atuação à distância
As investigações iniciaram a partir da análise de materiais apreendidos em operações anteriores em Santa Cruz do Xingu e região. Os elementos obtidos permitiram identificar que o principal responsável por ordenar as ações da facção criminosa atuava à distância, residindo na cidade de Cuiabá, de onde exercia o comando das atividades criminosas por meio de aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas.
Segundo apurado, o investigado utilizava sua posição hierárquica dentro da facção criminosa para determinar a distribuição de entorpecentes, impor funções aos integrantes do grupo, ordenar cobranças de taxas ilícitas e autorizar a aplicação de punições internas, conhecidas como “salves”, valendo-se da intimidação e da extrema violência para manter o controle sobre os membros da organização.
Lavagem de dinheiro
As investigações também revelaram que os valores provenientes da comercialização de drogas na região de Santa Cruz do Xingu e São José do Xingu eram transferidos para contas bancárias vinculadas à esposa do líder criminoso. Com a finalidade de ocultar e dissimular a origem ilícita desses recursos, o casal teria constituído recentemente uma loja de roupas na capital mato-grossense, a qual passou a ser utilizada, em tese, como instrumento para movimentação e lavagem de capitais oriundos do tráfico de drogas.
Segundo o delegado de Santa Cruz do Xingu, Onias Estevam, as investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos e dos dados bancários obtidos judicialmente. “O avanço das investigações tem o objetivo de identificar outros integrantes do grupo criminoso, bem como aprofundar a apuração dos crimes praticados pela facção”, disse o delegado.
O nome da operação faz referência à forma de atuação da liderança criminosa investigada, que exercia o comando da organização à distância, sem participar diretamente da execução material dos crimes, mas determinando e coordenando as ações dos integrantes responsáveis pela prática do tráfico de drogas, cobranças ilícitas e atos de violência na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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