Mato Grosso

Polícia Civil prende proprietário de casa de carnes que comercializava gado furtado em Várzea Grande

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O proprietário de uma casa de carnes, suspeito de liderar um grupo criminoso envolvido em crime de abigeato, o furto de animais de criação, como gado e cavalos, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na tarde de terça-feira (16.12). A ação é resultado de investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), que apontam que o grupo atuava no roubo e comércio ilegal de animais, crime que prejudica produtores rurais e configura grave violação à lei.

O investigado comercializava a carne dos animais subtraídos em seu açougue, é apontado como mandante de diversos furtos de gado, ocorridos na zona rural de Várzea Grande. Ele responde a três inquéritos policiais instaurados na Derf-VG com aproximadamente cinco vítimas.

De acordo com as investigações, para praticar o crime, o investigado inicialmente ia nas propriedades, olhava o gado e chegava a comprar uma unidade, para não levantar suspeitas da intenção criminosa.

Com o conhecimento do local e dos animais, ele acionava seus comparsas que ficavam responsáveis de retornar às propriedades, subtrair, matar e fazer a desossa dos animais. Posteriormente, a carne era levada pelos suspeitos e comercializada no açougue do mentor criminoso. Em alguns casos, o empresário também participava da ação criminosa, ajudando a tocar o gado que foi furtado da propriedade da vítima.

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Diante dos elementos apurados, o delegado responsável pelas investigações, Sérgio Luís Henrique de Almeida, representou pelo mandado de prisão preventiva do suspeito, que foi deferido pela Justiça.

No decorrer dos trabalhos, o investigado fechou a sua casa de carnes e fugiu, mudando-se para outro endereço, no bairro Costa Verde, em Várzea Grande, onde foi localizado e teve o mandado de prisão cumprido.

Ele foi conduzido à Derf-VG para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para responsabilização de outros envolvidos nos crimes.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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