A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Rondonópolis procura pelo autor de um homicídio ocorrido no mês passado na cidade. A vítima foi morta com golpes de pedra na cabeça.
Janderson Araújo Félix Pereira, de 26 anos, foi identificado como autor do homicídio registrado no dia 20 de outubro. A DHPP foi acionada após o corpo da vítima ser localizado em um barracão abandonado, no bairro Jardim Tropical.
A vítima foi identificada como Paulo Sérgio Alves, de 46 anos de idade, e apresentava ferimentos na cabeça. Ao lado do corpo foi encontrada uma pedra com manchas de sangue que, provavelmente, foi utilizada para agredir a vítima enquanto ela dormia no local. Paulo Sérgio ficava no local abandonado junto com outras pessoas em situação de rua.
Após várias diligências, a equipe policial conseguiu identificar o autor do homicídio. A motivação do delito ainda está em apuração.
A DHPP representou pela prisão temporária de Janderson Pereira, que foi decretada pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis.
Informações que possam colaborar na localização do autor do homicídio podem ser repassadas ao telefone da DHPP: (66) 98156-0028 ou no disque denúncia 197. O sigilo é garantido.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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