A Polícia Civil, por meio da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, de iniciou nesta terça-feira (11.11), a segunda capacitação dos multiplicadores que desenvolverão o projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e um Adolescente”.
Ao todo 66 servidores que trabalham nas delegacias das 15 regionais de Mato Grosso participam da qualificação voltada à prevenção de violência sexual infantojuvenil, que acontece na terça-feira (11) e quarta-feira (12), na Academia da Polícia Civil (Acadepol), em Cuiabá.
Durante os dois dias de curso serão abordadas técnicas para prevenção ao abuso sexual infantojuvenil. Serão abordados diferente temas como: comunicação positiva; cuidados cibernéticos que pais devem ter em relação aos acessos realizados pelos filhos; conceito de violência sexual, formas e estatísticas; entre outros.
A coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, delegada Mariell Antonini, explica que diante dos índices de violência sexual que acometem as crianças e os adolescentes, bem como a singularidade da pauta, que exige abordagem apropriada ao conhecimento do público infantil, a Polícia Civil desenvolveu este projeto.
“E por estar alinhado à melhoria de estruturação das unidades policiais, a instituição realizou parceria com a Secretaria de Estado de Justiça, para contemplar materiais infantis através do Projeto Ponto de Esperança Crochê, que possam contribuir com um acolhimento mais humanizado dos infantes que adentrarem às delegacias e núcleos especializados do estado”, destacou Mariell Antonini.
Solenidade
A cerimônia de abertura contou com a presença da delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, do secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, dos diretores da Polícia Civil, Walfrido Franklin do Nascimento, Wagner Bassi Junior e Fausto José Freitas da Silva, da procuradora do Estado, Glaucia Anne Kelly Rodrigues do Amaral, da secretária adjunta de Política para Mulheres da SETASC, Salete Morochoscki, da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Cenira Benedita Evangelista, da diretora metropolitana do Instituto Médico Legal, Alessandra Mariano, do coordenador de Polícia Comunitária da SESP, Tenente Coronel Mário Willian, e da coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada da SESP, Monalisa Furlan.
O Projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e de um Adolescente”, foi desenvolvido pela Polícia Civil de Mato Grosso, alinhado à ação estratégica de n. 12, alínea d, do Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social 2021-2023, que prevê como necessário promover a prevenção criminal primária e secundária por meio de projetos institucionais, especialmente aqueles que envolvam crianças e adolescentes.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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